Na TV, Dilma fala de educação e Marina tenta mostrar como viabilizar propostas

Campanha do tucano Aécio Neves, por sua vez, manteve estratégia de críticas às candidaturas adversárias

ANA FERNANDES E JOSÉ ROBERTO CASTRO, Estadão Conteúdo

04 de setembro de 2014 | 14h33

O programa eleitoral do PT na televisão trouxe um tom propositivo nesta quinta-feira, 4, com foco em educação. O ataque à principal concorrente da presidente Dilma Rousseff, Marina Silva (PSB), aconteceu apenas no fim do programa, por uma das apresentadoras, que se referiu à ex-ministra como "certa candidata" que se coloca contra o pré-sal. Na sequência, o locutor repetiu o bordão "quem é contra o pré-sal é contra o Brasil". A série de imagens associando Marina a Jânio Quadros e a Fernando Collor, usada nesta terça-feira, 2, não apareceu no programa petista.

A candidata à reeleição apareceu falando dos avanços na educação nos 12 anos de gestão do PT. O programa abordou a educação da pré-escola ao ensino superior, passando pelo ensino básico e o técnico. "Nem todos conseguem ou querem ver, mas já lançamos as bases para uma grande transformação na qualidade do ensino."

Foram mencionadas também metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação, como a alfabetização na idade certa, ter 100% das crianças a partir de 4 anos na edução infantil e 50% de escolas com ensino em tempo integral até 2016. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu no programa repetindo o seu discurso tradicional de que, em 500 anos, os presidentes brasileiros não apresentaram o que as gestões dele e de Dilma fizeram pela educação no País. "Até pouco tempo atrás, a educação era vista como direito de poucos e boa parte dos presidentes concordava com isso", disse Lula.

PSB. A presidenciável do PSB, Marina Silva, usou a primeira fala de seu programa para rebater rapidamente os ataques dos seus adversários na disputa ao Palácio do Planalto. "Não vamos desperdiçar nosso tempo com ataques e agressões como fazem os adversários", afirmou e repetiu seu discurso de manter conquistas do passado com "olhar para o futuro".

Marina apareceu, então, apresentando propostas e adotando um tom explicativo de como elas são factíveis - no debate de segunda-feira, a primeira pergunta de Dilma à ex-ministra foi sobre como fazer caber no orçamento as suas ideias. Sobre ensino integral, disse que seu governo vai implantá-lo primeiro no ensino médio e, depois, vai expandi-lo para outras etapas de ensino. Defendeu o passe livre, como apoio necessário à educação e a promessa de destinar 10% da receita da União para a saúde. Foram usadas imagens do evento desta quarta-feira, 3, com a candidata na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com depoimentos de médicos que estiveram presentes. Um dos depoimentos foi do ex-secretário da Saúde do governo paulista de Geraldo Alckmin (PSDB) Giovanni Guido Cerri.

PSDB. A campanha do candidato tucano Aécio Neves, por sua vez, manteve a estratégia de críticas tanto à candidatura de Marina como à presidente Dilma e focou na área da saúde. O programa do PSDB trouxe exemplos de realizações de Aécio à frente do governo do Minas. O tucano mostrou dona Rosa, uma das beneficiadas por um centro regional de saúde. O candidato apresentou ainda soluções para levar "dignidade às pessoas".

Segundo o tucano, para melhorar a saúde não basta aumentar os recursos. É preciso "organizar o que já existe hoje e não funciona direito". "Isso que fiz em Minas", disse Aécio. A declaração foi completada pela fala de uma senhora. "Se ele fizesse pelo Brasil metade do que ele fez em Minas, já ''tá'' bom".

No fim do programa, o tucano reexibiu o vídeo em que fala de Marina como alguém que merece seu respeito, mas diz que o Brasil precisa de "ideias já testadas". "O novo jeito de governar é gastar mais com as pessoas e menos com o próprio governo", afirmou o candidato tucano.

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