Na TV, Dilma defende que caso Erenice seja 'rigorosamente investigado'

Presidenciável disse que jamais teve conhecimento de qualquer irregularidade na Casa Civil

Rosana de Cassia, da Agência Estado,

21 de setembro de 2010 | 08h44

BRASÍLIA - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, defendeu nesta terça-feira, 21, uma investigação rigorosa sobre as denúncias contra sua ex-assessora e sucessora na Casa Civil, Erenice Guerra, mas afirmou nunca ter tomado conhecimento de qualquer irregularidade cometida pela ex-funcionária.

 

"Isso não significa que eu esteja defendendo a não apuração de responsabilidades. A maior interessada que se apure tudo sou eu. Eu quero que se apure a responsabilidade da Erenice em relação a esses fatos", disse a presidenciável nesta manhã em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo.

 

Erenice pediu recentemente demissão do cargo de ministra da Casa Civil, após denúncias que indicavam a existência de um esquema de lobby e tráfico de influência no Ministério envolvendo seu filho, Israel Guerra.

 

"É muito perigoso ficar acusando sem ter provas. Para vocês terem uma ideia a minha campanha foi acusada por três meses pela quebra de sigilo fiscal no momento que eu não era candidata, não era pré-candidata e não tinha campanha. Agora vocês anunciaram, apareceu o responsável. Eu não vou fazer prejulgamento a quem quer que seja. Acho que tudo deve ser rigorosamente investigado, doa a quem doer", disse Dilma. "Posso te dizer com absoluta franqueza: Nunca aceitei nem nomeação de parentes nem por critério de amizade em 25 anos de vida pública."

 

A candidata afirmou que pretende fazer uma reforma tributária caso seja eleita. "Eu vou fazer a reforma tributária. Eu tenho que colocar isso como prioridade", afirmou. Segundo Dilma, a reforma não saiu do papel nos últimos oito anos porque "muitos estados não queriam perder os benefícios que têm hoje".

 

Sobre Previdência, Dilma disse que nada justifica uma nova alteração na estrutura etária para a concessão de aposentadorias. Segundo ela, toda a contribuição urbana é superavitária. O déficit da Previdência, afirmou, é decorrente das políticas previstas na Constituição e que prevê, por exemplo, a aposentadoria dos trabalhadores rurais. "Isso não é problema previdenciário. É problema de uma política publica adotada pelo Brasil. Quem tem de assumir o ônus de aposentar o trabalhador rural é o Tesouro Nacional", disse.

 

Dilma disse que concorda que o governo Lula fez pouco em saneamento, mas fez mais que os governos anteriores. Ela atribui o atraso aos estados e municípios que levam 65 meses para concluir o processo de investimento para saneamento. "Eu concordo que tem muito o que fazer".

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