Na TV, Alckmin cita obras de Serra e Mercadante exibe apoio de Lula

O ponto-chave do programa tucano foi as 310 mil casas populares construídas; na do petista, as máximas foram os depoimentos de Lula, Dilma e Netinho

Agência Estado

01 de setembro de 2010 | 14h55

SÃO PAULO - A coordenação de campanha do candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu reforçar a estratégia de fazer avançar os projetos adotados por ele, quando ocupou o Palácio dos Bandeirantes, e pelo ex-governador e candidato à Presidência da República, José Serra. O programa no horário gratuito da TV da tarde desta quarta-feira, 1, mostrou projetos iniciados por Alckmin e que foram mantidos por Serra, além de trabalhos de Serra que, segundo Alckmin, serão continuados por ele caso reassuma o Poder Executivo paulista em janeiro de 2011. A propaganda destacou a última pesquisa Datafolha para o Estado, na qual Alckmin tem 34 pontos de vantagem sobre seu maior concorrente, o candidato do PT, Aloizio Mercadante, o que daria ao tucano vitória no primeiro turno.

 

Um dos pontos-chave do programa de Alckmin foram as 310 mil casas populares construídas pelas administrações do PSDB no governo paulista. Outras iniciativas também foram mencionadas, como os novos trens metropolitanos, a adoção de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), urbanização de favelas e escolas em tempo integral, que mantém crianças nos estabelecimentos de ensino das 7 às 16 horas. Alckmin ressaltou que 400 colégios já adotaram esse sistema e que na sua próxima administração a experiência será estendida a todo o Estado.

 

A propaganda de Aloizio Mercadante (PT) ressaltou sua história como professor universitário da Unicamp e PUC-SP, afirmando que se tornou líder da categoria e ajudou a fundar o PT em fevereiro de 1980 no Colégio Sion. O programa repetiu depoimentos de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), e dos candidatos ao Senado Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB). Lula repetiu o pedido de voto para Mercadante. "Eu confio que o Mercadante vai ser um governador de que o povo de São Paulo vai se orgulhar muito", afirmou. Dilma Rousseff apontou que assim com o presidente Lula, Mercadante sabe que desenvolvimento social e econômico precisam andar juntos.

 

O candidato do PSB, Paulo Skaf, destacou que a saúde pública no Estado sofre de má administração. Segundo ele, se for eleito, São Paulo terá uma administração muito mais eficiente e ágil, com a redução do tempo de espera da população para a realização de exames médicos. O candidato do PV, Fábio Feldmann, destacou que para resolver os problemas de transporte do Estado é preciso diversificar a busca de alternativas, como hidrovias, ferrovias e terminais intermodais de carga. Celso Russomanno (PP) repetiu a exibição de cenas de pessoas em más condições de vida, que teve como fundo a música "Chega", de Silvio Brito, na qual diz "chega de ficar calado, de ver tudo errado e só dizer sim."

 

Mancha (PSTU) e Igor Grabois (PCB) defenderam a reforma agrária e se mostraram contrários à alta concentração de terras que, para eles, existe no Estado de São Paulo. Anaí Caproni (PCO) voltou a atacar a "privatização dos Correios." No programa do PSOL, um jovem que fazia gestos com luvas de boxe antecedeu a aparição do candidato do partido, Paulo Bufalo, que afirmou haver uma nova opção para fazer política no Estado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.