Na TV, Alckmin cita obras de Serra e explora pesquisa

A coordenação de campanha do candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu reforçar a estratégia de fazer avançar os projetos adotados por ele, quando ocupou o Palácio dos Bandeirantes, e pelo ex-governador e candidato tucano à Presidência da República, José Serra. Além disso, explorou os dados da última pesquisa Datafolha.

AE, Agência Estado

01 de setembro de 2010 | 15h23

O programa de TV nesta tarde no horário eleitoral mostrou projetos iniciados por Alckmin e que foram mantidos por Serra, além de trabalhos do candidato à Presidência que, segundo Alckmin, serão continuados por ele caso reassuma o Poder Executivo paulista em janeiro de 2011. A propaganda destacou a última pesquisa Datafolha para o Estado, na qual Alckmin tem 34 pontos porcentuais de vantagem sobre seu maior concorrente, o candidato do PT, Aloizio Mercadante. De acordo com a pesquisa, o tucano seria eleito no primeiro turno.

Um dos pontos-chave do programa de Alckmin foram as 310 mil casas populares construídas pelas administrações do PSDB no governo paulista. Outras iniciativas também foram mencionadas, como os novos trens metropolitanos, a adoção de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), urbanização de favelas e escolas em tempo integral, que mantém crianças nos estabelecimentos de ensino das 7 horas às 16 horas. Alckmin disse que 400 colégios já adotaram esse sistema e que, na sua próxima administração, a experiência será estendida a todo o Estado.

A propaganda de Aloizio Mercadante (PT) ressaltou sua história como professor universitário da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), afirmando que se tornou líder da categoria e ajudou a fundar o PT em fevereiro de 1980 no Colégio Sion.

O programa repetiu depoimentos de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da candidata do partido à Presidência, Dilma Rousseff, e dos candidatos ao Senado Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB). Lula repetiu o pedido de voto para Mercadante. "Eu confio que o Mercadante vai ser um governador que o povo de São Paulo vai se orgulhar muito", afirmou. Dilma Rousseff apontou que, assim com o presidente Lula, Mercadante sabe que desenvolvimento social e econômico precisam andar juntos.

Saúde

O candidato do PSB, Paulo Skaf, destacou que a saúde pública no Estado sofre de má administração. Segundo ele, se for eleito, São Paulo terá uma administração muito mais eficiente e ágil, com a redução do tempo de espera da população para a realização de exames médicos.

O candidato do PV, Fábio Feldmann, destacou que para resolver os problemas de transporte do Estado é preciso diversificar a busca de alternativas, como hidrovias, ferrovias e terminais intermodais de carga. Celso Russomanno (PP) repetiu a exibição de cenas de pessoas em más condições de vida, que teve como fundo a música "Chega", de Silvio Brito, na qual diz "chega de ficar calado, de ver tudo errado e só dizer sim".

Mancha (PSTU) e Igor Grabois (PCB) defenderam a reforma agrária e se mostraram contrários à alta concentração de terras que, para eles, existe no Estado de São Paulo. Anaí Caproni (PCO) voltou a atacar a "privatização dos Correios". No programa do PSOL, um jovem que fazia gestos com luvas de boxe antecedeu a aparição do candidato do partido, Paulo Bufalo, que afirmou haver uma nova opção para fazer política no Estado.

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