Na TV, líderes do PSDB afirmam estar juntos da gestão do PMDB

No programa partidário, Fernando Henrique Cardoso disse que ‘a política precisa consertar o que ela própria estragou’

O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2016 | 07h27

SÃO PAULO - O programa partidário semestral do PSDB, que foi ao ar na noite de quinta-feira, 20, focou na questão do desemprego e no apoio ao governo Michel Temer. Os três tucanos mais “presidenciáveis” até o momento (Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin) foram os destaques da exibição – além do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O programa mostrou um apresentador visitando os principais personagens do partido. FHC foi o primeiro a aparecer. Com ele, reforçou-se a ideia de que o País já passou por uma crise semelhante à atual (no período pós-Fernando Collor) e conseguiu superá-la graças à ação de FHC no Ministério da Fazenda e, posteriomente como Presidente da República. FHC destacou a Lei de Responsabilidade Fiscal e disse que foi, justamente, essa lei que a “presidente Dilma transgrediu”. No fim de sua participação, FHC sentenciou: “A política precisa consertar o que a própria política estragou”.

Depois do ex-presidente foi a vez do senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, aparecer no programa tucano. Com ele, o partido passou o recado de que “está junto com o governo Temer e que irá ajudá-lo”. “Estamos prontos para ajudar o governo e prontos também para alertar o governo para que ele não cometa os mesmos erros do passado”, diz Aécio. O senador repete a ideia de que o País precisa virar a página do “radicalismo e do ódio”. O candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais afirmou que agora não é o momento de “pensar em projetos partidários ou pessoais, mas de pensar no Brasil”. Aécio chama o governo Temer de “governo de emergência nacional e diz trabalhar para que ele dê certo”.

Já como ministro das Relações Exteriores, José Serra falou sobre como o Brasil deve sair da crise. Serra apontou as exportações como um dos caminhões fundamentais para recuperação da economia – não à toa uma das incumbências de sua pasta. “O governo anterior abriu mão de fazer novos acordos comerciais pelo mundo a fora. E no comércio, não se trata de escolher entre uma coisa e outra, mas sim de abrir todas as portas.”

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, centrou a sua participação na necessidade da recuperação do emprego. “O País está pedindo uma política melhor, que devolva aos brasileiros, principalmente aos mais jovens, a confiança plena na democracia.”

Mulher. O programa abordou também a questão da participação feminina na política em uma momento em que o governo Temer sofre severas críticas por ter um ministério totalmente masculino. O apresentador do programa disse a seguinte frase: “Em pleno século XXI, a política brasileira parece ser a política de um gênero só: masculino”. A deputada Mara Gabrilli (SP) disse que era hora de “fortalecer os programas sociais”. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou que pode fazer “mais com menos” em áreas de apelo social.

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