Na tribuna, Arruda apresenta seu álibi

O líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), no pronunciamento que está fazendo da tribuna, apresentou uma detalhada reconstituição de tudo o que afirma ter feito durante o dia e a noite de 27 de junho de 2000, para comprovar que, na data, não teve oportunidade de conversar com a então diretora do Prodasen, Regina Célia Borges. O objetivo de Arruda foi o de contestar o depoimento feito pela ex-diretora à comissão de sindicância interna do Senado, quando ela afirmou ter sido consultada, naquela noite, por Arruda, sobre a possibilidade de se violar o sigilo do painel eletrônico de votação do Senado.Emocionado, Arruda indagou aos senadores: "Alguém aqui se lembra, sem pensar, do que fez na noite de 27 de junho??, para, em seguida, dizer que ele também não se lembrava, mas que, com a ajuda de assessores, recordou tudo o que fez. Disse que saiu de casa bem cedo, participou de reuniões de comissões no Senado, almoçou na casa do deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ), passou a tarde trabalhando no Congresso e, antes do final da tarde, saiu para uma reunião com funcionários da Novacap (empresa estatal de urbanização do Distrito Federal) ameaçados de demissão. Arruda mostrou fotos da reunião e citou funcionários que participaram dela e fizeram declarações confirmando a presença dele.O senador afirmou ter permanecido na reunião até as 19 horas, quando se dirigiu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a cerimônia de posse do ministro Fernando Neves da Silva na presidência do tribunal. Arruda exibiu para o plenário uma declaração do ministro Neves da Silva atestando que o senador estivera na cerimônia de posse. Arruda relatou ter saído às 23 horas do TSE, de onde se dirigiu a um restaurante de Brasília para um encontro com o jornalista Ricardo Noblat, e exibiu carta em que o jornalista confirma o encontro.

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