André Dusek|Estadão
André Dusek|Estadão

Na Suíça, ministro da Saúde afirma que governo vive 'absoluta normalidade'

Ricardo Barros criticou abuso de autoridade do Judiciário e elogiou a 'serenidade' e a 'ousadia' do presidente Michel Temer

Jamil Chade, Correspondente

22 de maio de 2017 | 13h43



GENEBRA – Em viagem pela Europa, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, garantiu que o governo está em uma “absoluta normalidade” e que o governo está “funcionando”. Barros falou com o Estado durante sua passagem nesta segunda-feira por Genebra. Na sede da ONU, ele foi o primeiro a discursar na Assembleia Mundial da Saúde e prevê permanecer na Suíça para reuniões bilaterais até quinta-feira.  

“Acabei de mandar uma foto minha na tribuna aqui (da ONU) ao presidente Michel Temer e disse: To aqui. Tamo junto. Estamos trabalhando”, disse, em entrevista ao Estado.

“O Blairo (Maggi, ministro da Agricultura) está na Ásia. O governo está funcionando”, garantiu. “Eu não tenho nenhuma dúvida de que o Brasil precisa avançar e nós estamos na absoluta normalidade, dentro, evidentemente, das naturais turbulências politicas”, afirmou. 

“Mas estou tranquilo que o Brasil precisa é de trabalho. E é isso que estamos fazendo para sair da crise e retomar a oportunidade de emprego para aqueles 14 milhões de brasileiros que não tem condição de sustentar suas famílias”, disse, numa referência ao volume de desempregados.

Ele ainda elogiou a “serenidade, tranquilidade e a ousadia do presidente”. “Ele fez a primeira coletiva sem saber do que ele estava sendo acusado. Aliás, essa é uma prática deplorável do nosso judiciário e do Ministério Público, com vazamentos seletivos, sem que a pessoa possa se defender”, criticou. 

“Nenhum advogado recomenda que seu cliente fale sem saber o que está no processo. Mas como quem cala consente, a versão plantada fica sendo a verdadeira. Esse episodio foi útil para mostrar que muitas versões foram plantadas e lamentavelmente nem todos tiveram a coragem de enfrentar como o presidente fez, chamando a atenção do Supremo de que tinha de liberar o sigilo da delação e vimos o que vimos”, disse o ministro. 

“Já na primeira fala, juízes, promotores, procuradores envolvidos. Achei que muito muito didático e útil aos brasileiros entenderem do que se trata o processo de especuladores, na bolsa e outros interesses”, atacou.  

Barros também criticou o acordo de delação que foi oferecido aos donos da JBS. “O acordo é de nem serem acusados. Não é reduzir pena. A lei da delação é para a mudança de conduta e redução de pena. Acredito que está ocorrendo abuso de autoridade e isso precisa ser combatido”, completou. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.