Na Sete Brasil, PF recolheu documentos para a Operação Greenfield

Ação investiga desvios de recursos de fundos de pensão de estatais; a Sete Brasil é controlada pelo Fundo de Investimento em Participações (FIP) Sondas, dono de 95% do negócio

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2016 | 17h27

RIO - O presidente da empresa de operação de sondas Sete Brasil, Luiz Eduardo Carneiro, recebeu pela manhã agentes da Polícia Federal e, segundo sua assessoria de imprensa, colaborou na entrega de documentos para a Operação Greenfield, que investiga desvios de recursos de fundos de pensão de estatais. Na sede da Sete Brasil, na zona sul do Rio de Janeiro, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão. Não houve condução coercitiva ou prisão temporária, informou a empresa.

A Sete Brasil é controlada pelo Fundo de Investimento em Participações (FIP) Sondas, dono de 95% do negócio. Entre os sócios do fundo estão as principais fundações de estatais - Petros, da Petrobras; Funcef, da Caixa Econômica; e Previ, do Banco do Brasil. Além desses, participa o Valia, da mineradora Vale.

A empresa foi criada para construir sondas que seriam usadas no pré-sal pela Petrobras. Em crise financeira, porém, a estatal suspendeu as contratações. Agora, com uma dívida bilionária, a Sete Brasil tenta chegar a um acordo com credores e com a Petrobras para reduzir o rombo dos investidores, que colocaram bilhões no projeto. Considerada um negócio de risco, a Sete Brasil foi incluída na lista de investimentos temerários nos quais os fundos estatais se envolveram nos últimos anos, alvo de investigação da Polícia Federal. 

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