Na saída, Dilma provoca com 'até breve'; Serra diz que não cultiva roubalheira

Pré-candidatos do PT e do PSDB se despediram de seus respectivos cargos nesta quarta, 31, para se enfrentar nas urnas em outubro

Estadão.com.br,

31 de março de 2010 | 21h12

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) se despediram de seus respectivos cargos nesta quarta, 31, para se enfrentar nas urnas em outubro. Ambos são pré-candidatos à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. A petista participou de uma cerimônia pela manhã, na qual ela deixou a Casa Civil. No evento, Lula deu posse aos novos ministros. Já o tucano reuniu apoiadores à tarde, no Palácio dos Bandeirantes.

 

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A pré-candidata petista ressaltou a necessidade de dar continuidade às ações do governo Lula. Disse que está deixando o governo renovando os compromissos de lutar para melhorar a vida do povo brasileiro. "Nos despedimos. Mas não somos aqueles que estão dizendo adeus. Somos aqueles que estão dizendo 'até breve'. Nós não vamos nos dispersar", disse. Segundo ela, cada um dos ministros presentes na cerimônia de posse dos novos ocupantes dos cargos têm "um legado" a defender. "Onde quer que estejamos, lutando e exercendo a militância que tivemos de exercer sob a sua  inspiração, senhor presidente", completou.

 

A ministra continuou seu discurso tentando qualificar os integrantes do governo Lula. "Quem fez tanto está pronto para fazer muito mais e melhor. Estamos simplesmente dizendo 'até breve'", provocou Dilma.

 

O pré-candidato tucano afirmou fazer um governo popular e repudiou a roubalheira. "Os governos, como as pessoas, têm de ter alma. Nossa alma é a vontade de melhorar a vida das pessoas que estão desamparadas", disse. Para Serra, sua gestão deu "oportunidade aos mais pobres", com programas assistenciais e com a transferência de renda por meio da melhoria de serviços de saúde, educação e transportes. O tucano destacou ainda a geração de 1 milhão de empregos em sua administração.

 

O tucano colocou o caráter e a honra como pontos centrais de seu estilo de governar. "Os governos, como as pessoas, têm de ter caráter e índole. Este é um governo de caráter", disse. "Os governos têm de ter honra. Aqui não se cultivam escândalos, malfeitos ou roubalheiras. Nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito."

Serra disse ainda entrar na nova etapa com "disposição, força e fé" e conclamou os ouvintes: "Vamos juntos. O Brasil pode mais."

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