Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Na reta final da campanha, ministros vão a campo formar bloco pró-Chinaglia

Almoço em Brasília reuniu dirigentes de oito partidos (PT, PDT, PCdoB, PRB, PSD, PROS e PSC) e os ministros Pepe Vargas, Ricardo Berzoini, Antonio Carlos Rodrigues, Gilberto Kassab e Gilberto Occhi

DAIENE CARDOSO, Estadão Conteúdo

28 de janeiro de 2015 | 18h29

Brasília - Faltando cinco dias para a escolha do novo presidente da Câmara dos Deputados, ministros foram a campo para tentar atrair o apoio do PP, PR e PRB ao petista Arlindo Chinaglia (SP). Em um almoço em Brasília, os petistas ofereceram abrir espaço para os partidos aliados na Mesa Diretora e nas comissões em troca da formação de um bloco governista pró-Chinaglia.

O encontro reuniu dirigentes de oito partidos (PT, PDT, PCdoB, PRB, PSD, PROS e PSC) e os ministros Pepe Vargas (Relações Institucionais), Ricardo Berzoini (Comunicações), Antonio Carlos Rodrigues (Transportes), Gilberto Kassab (Cidades) e Gilberto Occhi (Integração Nacional). "Estamos trabalhando pelo governo, pela presidente Dilma e pela governabilidade", resumiu Occhi.

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PR, PP e PRB, que apoiam o peemedebista Eduardo Cunha (RJ), ficaram de rediscutir suas posições e anunciar suas decisões até sábado, 31, véspera do pleito. O PEN, que tem apenas dois parlamentares, avisou que vai aderir ao bloco já composto por PT, PCdoB, PSD e PROS. O PDT já é dado como certo no grupo pró-Chinaglia. Se confirmadas as novas adesões, o petista elevaria o número de votos de 149 para 231 e, pelos cálculos dos governistas, Chinaglia poderia vencer a eleição em segundo turno com até 280 votos. "A candidatura do Cunha será um voo de galinha", ironizou um parlamentar do PSC.

Os ministros compareceram ao encontro defendendo a recomposição da base aliada contra os que pregam o "confronto aberto" com o governo. "Quem é base tem de fazer um esforço para fortalecer a solidariedade da base", reforçou Berzoini.

Já o ministro Pepe Vargas disse que a estabilidade no Congresso só pode ser garantida com a formação de um grande bloco. "É um bom caminho para a consolidação da nossa base", declarou. Ele acredita ser legítimo que ministros e até o vice-presidente da República, Michel Temer, atuem em favor de seus candidatos e negou que exista uma interferência direta do Executivo no processo eleitoral no Legislativo. "Se o governo quisesse interferir estava montando o segundo e o terceiro escalão agora. O governo não fez isso, pelo contrário", argumentou Vargas.

Entusiasmado com a carga simbólica do encontro, Chinaglia disse considerar natural a atuação dos ministros à favor de sua candidatura. "Acho que está dentro dos limites", avaliou.

Para garantir o apoio ao candidato do governo, o PT se dispôs a ceder espaço para os aliados na composição dos cargos na Casa e nas comissões. "O PT está disposto a fazer concessões para agregar o bloco. Ninguém vai dar rasteira em ninguém", reforçou o vice-presidente da sigla, deputado José Guimarães (CE), que chamou a articulação de "gol de placa" contra o adversário do PMDB. "Fizemos de um limão uma limonada", comemorou Guimarães.

Dirigentes como Carlos Lupi (PDT), Alfredo Nascimento (PR), Guilherme Campos (PSD) deixaram o encontro realizado em um hotel da capital federal exaltando a "unidade" da base aliada e prometendo trabalhar pela formação do bloco governista.

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