Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Na posse, Dilma diz que fará ajustes na economia sem 'trair' compromisso social

Em discurso no Congresso, presidente promete controlar inflação, priorizar a educação e defende a Petrobrás

ANA FERNANDES, KARLA SPOTORNO E RICARDO LEOPOLDO, O Estado de S. Paulo

01 de janeiro de 2015 | 17h57

Brasília - A presidente da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira, 1º, em seu discurso de posse no plenário da Câmara dos Deputados que fará "ajustes na economia" em seu 2º mandato, mas sem prejudicar os programas sociais. A petista também falou sobre a Petrobrás e disse que a estatal "é maior do que qualquer crise".

Com ênfase à questão econômica, Dilma falou sobre os compromissos de seu governo com o crescimento do País. "Assim como provamos que é possível crescer e distribuir renda, vamos provar que se pode fazer ajustes na economia sem revogar direitos conquistados ou trair compromissos sociais assumidos", afirmou.

Segundo Dilma, as mudanças cobradas nas urnas dependem da "estabilidade e da credibilidade da economia". A presidente voltou a dizer que, para isso, atuará pelo controle da inflação e pela "disciplina fiscal".

Durante o discurso, a petista destacou também outras as prioridades do seu novo governo, entre elas, destacou a educação. "Nosso lema será: Brasil, pátria educadora", afirmou. Dilma enumerou promessas de investimento para todas as categorias de ensino. "Ao longo deste novo mandato, a educação começará a receber volumes mais expressivos de recursos oriundos dos royalties do petróleo e do fundo social do pré-sal", disse.

Ao voltar ao tema da reforma política, no seu pronunciamento, a presidente reforçou que buscará o apoio da população para passar mudanças no sistema político e eleitoral, em referência à realização de um plebiscito, mencionado por ela em outras ocasiões. "Precisamos buscar a opinião do povo para legitimar as mudanças", disse ao falar da importância de se "democratizar o poder" e combater "energicamente" a corrupção.

Discurso ao povo. No parlatório do Planalto, Dilma repetiu a estrutura de seu discurso na Câmara. Com um tom conciliatório, pediu apoio. "Para conseguirmos avançar, preciso do apoio e da compreensão do povo do Brasil", afirmou.

Em seu pronunciamento, a presidente afirmou que assume o segundo mandato com mais esperança do que aquela com que assumiu o primeiro mandato. "Assumo com uma certeza, estamos juntos, com dignidade, de pé e com a imensa força da fé que temos no povo brasileiro", disse.

Também repetiu que os ajustes na economia não significam perdas para população. "Vamos fazer, sim, ajustes na economia, mas sem trair nossos compromissos sociais", disse. Ela citou ainda a realização da reforma política, a manutenção do foco na geração de empregos e a melhora das condições da saúde e da segurança pública.

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