Na madrugada, Waldez Góes assume governo do Amapá

O governador reeleito do Amapá, Waldez Góes (PDT), foi empossado nesta segunda-feira, à 0h30 (1h30 pelo horário de Brasília). O horário da posse, escolhido pelo próprio governador, resultou no esvaziamento da cerimônia. Dos 24 deputados estaduais, apenas 12 participaram da sessão. Além disso, nenhum senador compareceu e apenas um deputado federal esteve presente. Góes recebeu a faixa das mãos de sua mulher, Marília.Em um discurso de seis laudas, o governador do Amapá realizou um balanço do primeiro mandato, criticou o antecessor João Alberto Capiberibe (1995-2002) e destacou a relação de harmonia que existe entre os poderes. "O conflito deu lugar ao entendimento e as divergências foram substituídas pelas parcerias", disse Góes.O governador também garantiu que, no segundo mandato, pretende concluir a pavimentação da BR-156, que liga a capital do Estado, Macapá, ao Oiapoque; construir uma hidrelétrica e concluir as obras do Aeroporto Internacional de Macapá, que estão sob responsabilidade do governo federal.Primeiros planosAntes de ser empossado, Waldez Góes havia dito que uma de suas prioridades no primeiro trimestre de 2007 é investir no desenvolvimento urbano do Estado. "Agora tenho recursos para investir na melhoria das cidades, o que conseqüentemente vai melhorar a saúde pública", disse o governador do Amapá. O estabelecimento de parcerias com as prefeituras no setor da Saúde também é uma das prioridades de Góes.O plano do governador reeleito inclui ainda o aumento da rede de esgoto e a distribuição de água tratada para os municípios de Oiapoque e Laranjal do Jari, interligando assim todo o sistema energético do Amapá. "Estas regiões são potenciais áreas de desenvolvimento", disse. No entanto, o grande desafio do novo governo, segundo ele, será mobilizar os setores mineral, pesqueiro, madeireiro e turístico sem perder de vista a preservação ambiental. Para isso foi elaborado o plano Amapá Produtivo, que prevê, entre outras coisas, o cultivo de grãos em 500 mil hectares de cerrado.Góes afirmou ainda que insistirá em uma articulação para a criação da zona franca. Para isso, ele pretende procurar ministros e parlamentares de outros Estados para convencê-los que a zona franca de Macapá não representa ameaça para estados do sul e sudeste, uma vez que o objetivo é "verticalizar as nossas vocações naturais" como o pescado, a cerâmica e os produtos da floresta. "A nossa zona franca não terá indústrias de carros, eletrodomésticos, bicicletas, computadores", afirmou. "O que a gente quer é industrializar os nossos produtos naturais".Para minimizar os conflitos na fronteira do Amapá, logo no início deste segundo mandato, a presença institucional do governo será reforçada no Oiapoque, com mais policiais militares e civis, além de agentes da Vigilância Sanitária e da Fazenda. Góes considera que é urgente ampliar as parcerias com as prefeituras, com o governo federal, com empreendedores e com a sociedade civil organizada. "Isso vai me ajudar a resolver muitos problemas", garantiu.Desde sua reeleição, em outubro, Waldez Góes participou de 70 audiências públicas com a sociedade civil e é dessas audiências que ele tem tirado elementos para seu plano de governo para os próximos quatro anos.Trajetória políticaAntônio Waldez Góes da Silva, 45 anos, começou na política em 1990, quando se elegeu à Assembléia Legislativa, pelo PDT. Em 1996, disputou as eleições para a Prefeitura de Macapá, mas, mesmo com uma boa votação, não foi eleito. Em 1998, disputou pelo governo do Estado, mas foi derrotado em segundo turno.Somente em 2002 Góes venceu a eleição para governador, no Amapá. Seus principais feitos em seus primeiros quatro anos de gestão foram a reestruturação da máquina administrativa, melhorias na infra-estrutura viária de transporte terrestre e fluvial, implantação de programas sociais, como o Luz Para Viver Melhor.

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