Na festa de Marta, assunto era Alckmin

No lançamento do livro da petista, crise tucana dominou conversas

Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2008 | 00h00

Marta Suplicy lançou ontem um livro em que conta sua experiência na Prefeitura de São Paulo. Mas, nas conversas entre os participantes do evento, a passagem do PT pela administração municipal era o último dos assuntos. Numa longa fila de apoiadores da candidata petista à prefeitura, sem nenhuma grande estrela do partido, boa parte dos comentários girou em torno da crise na campanha do tucano Geraldo Alckmin. Aliados de Marta comemoravam a troca no comando do marketing do PSDB, sob o argumento de que o episódio desgastará ainda mais a candidatura Alckmin. "Esses acontecimentos mostram que está em curso um processo de cristianização do Alckmin por setores do PSDB ligados ao governador José Serra", afirmou o presidente municipal do PT, José Américo Dias."Isso facilita para nós, na medida em que as pessoas começam a ver a que ponto chegou a politicagem no PSDB", completou. Numa rápida entrevista entre um autógrafo e outro, Marta evitou polemizar. "Eu não estou preocupada com o que está acontecendo lá. É um problema que eles vão ter que ver e decidir", disse a petista, acrescentando que está empenhada em mostrar à população paulistana como foi sua gestão. A nova crise no PSDB, segundo aliados de Marta, poderá contribuir para levar o prefeito Gilberto Kassab (DEM) ao segundo turno. Enquete informal com petistas que aguardavam na fila de autógrafos dava seis votos pela expectativa de um segundo turno entre Marta e Alckmin e dez por um confronto entre a petista e o prefeito. O assunto da crise tucana esbarrou até mesmo na lista de pessoas que prestigiaram o lançamento. Irmão do marqueteiro Lucas Pacheco, que deixou anteontem a campanha de Alckmin, o publicitário Agnelo Pacheco estava entre os presentes. "Eu sempre tive uma boa relação com Marta Suplicy", justificou.

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