Na festa da Força Sindical, Lula diz que povo sabe quem ele quer de sucessor

Presidente participou de evento ao lado de Dilma Rousseff e do deputado Paulinho da Força

Wellington Bahnemann / SÃO PAULO, O Estado de S.Paulo

01 Maio 2010 | 14h09

Lula e Dilma discursaram na festa da Força Sindical em São Paulo

 

Em seu primeiro discurso neste 1º. de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço de sete anos de governo, destacando as principais conquistas. O presidente disse esperar que o povo brasileiro continue a apostar em um programa de governo que favoreça as classes menos favorecidas. Lula disse que os ricos ganharam por mais de cinco séculos no Brasil, mas agora é a vez dos mais pobres.

 

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Acompanhado da pré-candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à corrida presidencial, Dilma Rousseff, Lula participou da festa comemorativa do 1º de maio organizada pela Força Sindical e pela Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), em São Paulo.

 

O presidente admitiu que muitos vão acusar de "política" a sua primeira participação, como líder de governo, em comemoração do Dia do Trabalho organizada por centrais sindicais.

 

Ao lado de Dilma, Lula disse estar duplamente alegre por participar das comemorações sindicais do Dia do Trabalho. "Alguns vão dizer que é político, porque não vim nos outros anos do meu governo. Mas os outros que vieram, não foram considerados políticos", disse.

 

O fato, destacou o presidente, é que depois de sete anos de governo são poucos os líderes que têm coragem de enfrentar o trabalhador cara a cara. "Geralmente, um presidente começa com alta popularidade e acaba saindo pela porta dos fundos", afirmou.

 

Em seu discurso de 15 minutos, Lula destacou os feitos de seu governo e defendeu a continuidade das ações adotadas durante sua gestão. "O povo sabe quem eu quero que seja o próximo presidente".

 

Diante de um público formado por trabalhadores, Lula destacou que em seus dois mandatos houve forte reajuste do salário mínimo, criação de empregos e ganho real para todos os trabalhadores.

 

Ao falar sobre a recente crise econômica, o presidente disse que foram os banqueiros, aqueles mesmo que falavam das crises nos países mais pobres, que desencadearam os problemas. "Eles não olhavam para seus próprios bancos". O presidente destacou que quem ajudou o Brasil a sair da crise não foram esses banqueiros, mas os pobres brasileiros, que continuaram a consumir para sustentar o crescimento econômico.

 

Lula também comentou o fato de ter figurado na lista do homens mais influentes do mundo elaborada pela revista norte-americana "Time". "Fico feliz por a Time ter dito isso. A elite brasileira dizia que eu não sabia governar e que eu não falava inglês. Eu não tenho inglês, mas tenho coração e consciência pelo povo brasileiro."

 

O Brasil, continuou o presidente, é respeitado por ser economicamente sério, ter estabilidade econômica. "Antes era só carnaval, morte de crianças e futebol", disse.

 

Dilma enalteceu governo Lula e elevação do salário mínimo acima da inflação

 

Em seu discurso, a pré-candidata do PT enalteceu as conquistas de Lula na área do trabalho. Segundo Dilma, o Brasil tem potencial para se tornar a quinta maior economia do mundo ao final desta década, mas para isso precisa investir na qualidade de vida da população, sobretudo em educação. "O que virá para a frente será muito maior. Teremos Copa e Olimpíadas. Vamos ter mais riqueza, mais salário e mais trabalho", afirmou.

 

"Hoje, muitos países do mundo lutam contra o desemprego causado pela crise. O Brasil é um dos poucos que comemoram recorde sobre recorde de empregos", disse ex-ministra.

 

Dilma lembrou que foram gerados 12,4 milhões de empregos com carteira assinada durante os sete anos de gestão Lula e que até o fim deste ano outros dois milhões serão criados. "Com isso, 24 milhões de brasileiros saíram da miséria e outros 31 milhões ascenderam à classe média", destacou.

 

A pré-candidata também criticou os que diziam que a elevação do mínimo acima dos níveis inflacionários provocaria alta nos preços. "Provamos que o reajuste não gera inflação", afirmou.

 

Dilma encerrou discurso dizendo que o Brasil hoje é respeitado internacionalmente e está de cabeça erguida porque não deve a ninguém.

 

Lula e Dilma são esperados em outros três eventos sindicais neste sábado.

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