Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE

Na disputa pelo 2º lugar, Haddad adota estilo mais direto com eleitor

Petista pretende crescer mais 10 pontos porcentuais até a data das eleições, dia 7 de outubro

Bruno Lupion, de O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2012 | 22h39

A três semanas das eleições e pressionado pelo empate técnico na segunda colocação nas pesquisas, Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, adotou um estilo mais direto no corpo a corpo com os eleitores. Seu tradicional aperto de mão acompanhado da pergunta "conhece o meu programa de governo?", foi substituído pelo pedido explícito: "quero o seu voto e o da sua família!".

Durante caminhada nesta terça-feira, 18, pelas ruas de Sapopemba, zona leste da capital, Haddad deixou a formalidade de lado e exercitou abordagens objetivas. "Já está pronto para votar 13?", perguntou a um estudante. "Preciso de seu voto e mais dez!", afirmou a uma vendedora de sorvete. "Preparado para o dia 7? É 13!", disse a outro comerciante, fazendo referência ao número de seu partido.

A funcionários do Centro de Direitos Humanos de Sapopemba, Haddad confidenciou: "Precisamos crescer uns dez pontinhos até o dia da eleição ". Segundo os últimos levantamentos, o petista está empatado tecnicamente em segundo lugar com seu adversário tucano, José Serra.

A postura assertiva de Haddad, um estreante em disputas eleitorais, é reflexo de um período de estagnação nas pesquisas. Após um primeiro estirão de crescimento, registrado na segunda quinzena de agosto e reflexo do início da propaganda eleitoral de rádio e televisão, sua candidatura estacionou ao redor dos 16 pontos - e sondagens internas do partido confirmam a inércia. O comando petista tem esperanças em um novo ciclo de crescimento nos últimos 15 dias de campanha.

Nova subprefeitura. Durante discurso para cerca de 50 apoiadores, Haddad prometeu criar a subprefeitura de Sapopemba - que seria desmembrada da subprefeitura de Vila Prudente - e fazer da região a "vitrine" de uma nova política de segurança pública que concilie investimentos sociais e policiamento comunitário. Segundo ele, a nova subprefeitura - a 32ª da capital - custaria cerca de R$ 30 milhões por ano.

"Quero começar como fez o Rio de Janeiro, fazer o mapeamento do crime e da violência e entrar forte coma presença do poder público nesses territórios", afirmou o petista. Apesar da referência ao modelo carioca, Haddad disse não se inspirar nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), pois as condições de São Paulo seriam "muito diferentes" das encontradas no Rio de Janeiro.

Para reduzir os índices de violência na região - acima da média geral da cidade - o petista pretende "reorientar" a Guarda Civil Metropolitana para um modelo de policiamento comunitário, além de dar bolsas de educação profissional e criar estruturas de cultura, esporte e lazer para os jovens.

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