Na Costa Rica, Lula diz que economia 'está do jeito que Deus gosta'

Presidente afirmou que 'se Deus ajudar', Brasil se transformará em uma grande economia.

Bruno Garcez, BBC

03 de junho de 2009 | 20h48

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil vive "um momento auspicioso" e que a economia do país "está do jeito que Deus gosta".

Os comentários de Lula foram feitos em São José, capital da Costa Rica, onde foi recebido pelo presidente costa-riquenho, Óscar Arias, no palácio presidencial.

"Nós estamos fazendo um esforço muito grande e tomamos todas as medidas que tínhamos que tomar para encerrar a crise. Não vacilamos em nenhum momento e já há setores dando sinais de que as coisas estão indo bem", disse o presidente Lula durante coletiva de imprensa.

Entre as áreas que o presidente indicou que estão "bem", estão as indústrias de geladeiras, fogões e máquinas de lavar, além da construção civil e do comércio.

Ele ainda acrescentou que o Brasil "não tirou um centavo da política social".

"As taxas de juros estão caindo. A inflação está caindo. Tá tudo do jeito que Deus gosta", afirmou.

Lula concluiu afirmando: "eu acho que o Brasil, se Deus ajudar, vai se transformar definitivamente em uma grande economia".

Durante a recepção a Lula na Costa Rica, as bandeiras brasileira e costa-riquenha foram hasteadas a meio-pau, em homenagem às vítimas do voo AF 447.

A delegação costa-riquenha, inclusive o presidente Arias, trajavam fitas negras nas lapelas de seus paletós, em respeito às vítimas.

Sapito

Apesar do otimismo sobre o atual momento econômico, Lula fez um comentário bem-humorado sobre supostos entraves burocráticos e de fiscalização excessiva que dificultam a realização de obras de infraestrutura.

"Uma coisa extraordinária que eu conto muito é a história do sapo, 'sapito'. A gente estava construindo um viaduto no Rio Grande do Sul, aí encontraram um 'sapito'", diz.

"Por conta daquele 'sapito' paramos a obra em sete meses, porque era preciso saber se ele estava em extinção".

"Agora, quanto custou o adiamento dessa obra?", perguntou o presidente. "Eu não tenho coragem de matar nem uma 'cucaracha', quanto mais um 'sapito'". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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