Na Colômbia, Lula pede maior integração regional

Após encontro com Uribe, presidente pede 'paciência' para aumento de preços de alimentos e do petróleo

Lisandra Paraguassú, enviada especial, O Estado de S. Paulo

19 de julho de 2008 | 14h27

No primeiro dia de visita à Colômbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu equilíbrio entre o comércio bilateral com o País, maior integração entre o Mercosul e o grupo Andino e criticou os países ricos pelas recentes crises econômicas "(Eles) não têm direito de jogar nas costas dos mais pobres o pagamento de contas que não fizemos", disse Lula. O presidente chamou a atenção dos riscos que os países mais pobres estão correndo com o aumento do preços dos alimentos e do preço do petróleo. "No momento como este, a palavra mágica é paciência. Não se pode ficar nervoso e tomar medidas precipitadas", disse Lula.   Com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, Lula se encontrou com um grupo de empresários colombianos em um dos primeiros compromissos da viagem. Atualmente, o comércio entre os países é mais favorável ao Brasil, que vende US$ 1,5 bilhão a mais para a Colômbia. "O comércio internacional tem de ser uma via de duas mãos", defendeu Lula.   Na defesa por maior integração entre os países, Lula afirmou que cada um tem o direito de fazer acordos comercias fora da América latina, mas enfatizou a importância de integração do Mercosul com o grupo Andino e de se criar oportunidades para o crescimento de toda a América do Sul. "Não é justo que não façamos um esforço entre nós", disse.   Em Bogotá, Lula voltou a criticar as leis mais rígidas de imigração adotadas por países europeus citando, como exemplo, a realidade latina. "É como uma família brasileira ou colombiana que melhorou de vida e agora não quer mais receber os seus parentes pobres. Queremos que eles tratem nossos imigrantes da mesma forma que os tratamos quando eles vieram", afirmou o presidente.   No domingo, Lula participa das comemorações da data nacional da Colômbia, em Letícia, cidade na fronteira com o Brasil. A cerimônia será um ato pela libertação dos reféns que ainda estão em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

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