Na China, Suplicy faz discurso com <i>Blowin´ In The Wind</i>

Três décadas depois de sua primeira - e única visita à China - o senador Eduardo Suplicy (PT - SP) proferiu nesta sexta-feira na sede do Partido Comunista da China (PCCh), em Pequim, uma palestra de 98 minutos na qual defendeu a política econômica do governo Lula, o Bolsa Família, o Mercosul, os movimentos sociais e os governos de esquerda na América Latina. O senador finalizou o seu discurso em torno da importância da Renda Básica de Cidadania para o Brasil e a China interpretando a música Blowin´ In The Wind de Bob Dylan para o vice-diretor da Seção da América Latina do PCCh, Du Yarlin, e sua seleta platéia de convidados. A cena que ficará na memória de todos os diplomatas e jornalistas brasileiros presentes ao encontro, contudo, foi protagonizada por um renomado brasilianista chinês. "A América Latina não está remando contra irrefreável maré da globalização?", questionou Zhang Bao, ao se referir à onda de nacionalizações que está sacudindo a Venezuela e a Bolívia. O senador Suplicy está visitando novamente parte dos "10 mil quilômetros" que percorreu na China em 1976, meses antes da morte do Grande Timoneiro Mao Tsé-tung. A nação mais populosa do planeta ainda estava imersa na Revolução Cultural. À época, ele conheceu Pequim, Xi´an, Yenan, Nanquim, Xangai, Guangdong. De acordo com suas memórias, não havia o menor sinal de que a estrutura econômica do país mudaria fulminantemente para melhor em poucas décadas. Já virou rotina para o senador, que é pai dos cantores Supla e João Suplicy, entoar Blowin´ In The Wind. Em 2002, na Câmara Municipal de São Paulo, o então vereador cantou enquanto o diretor José Celso Martinez Corrêa recebia o título de cidadão da cidade. Desde então, Suplicy cantou a música de Bob Dylan no Congresso Nacional, na Avenida Paulista na Parada Gay em 2005, em Genebra durante conferência para pedir ajuda a Moçambique, em Londres, em prol da causa palestina, e até mesmo no enterro da missionária Doroty Stang, em fevereiro de 2005, quando uma multidão emocionada o acompanhou em Anapu, no Pará.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.