Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Na China, Marun e Perondi comemoram possibilidade de revisão de acordo

Deputados integraram tropa de choque que trabalhou para barrar avanço da denúncia por corrupção passiva

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2017 | 12h01

BRASÍLIA - Fiéis escudeiros do presidente Michel Temer, os deputados Carlos Marun (PMDB-MS) e Darcísio Perondi (PMDB-RS) não esperaram nem desembarcar no Brasil para comentar a notícia de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode anular os benefícios do acordo de delação premiada dos executivos do grupo JBS.

Direto da China, onde acompanharam Temer na viagem para a reunião do Brics, eles enviaram vídeos e mensagens pelo Whats App comemorando o anúncio feito por Janot. 

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Marun afirmou que preferiu nunca se "fingir de ignorante para agradar os desinformados" diante das revelações do empresário Joesley Batista, que gravou uma conversa com Temer no Palácio do Jaburu. "Eu confio no presidente e era evidente que 'neste mato tinha coelho'", disse.

Segundo o deputado, ele preferiu não ficar "inerte" e enviou uma representação à Procuradoria-Geral da República pedindo investigação sobre a atuação do procurador Marcelo Miller. “Eu fico feliz, fico até com uma paz de espírito, tenho vontade de sair gritando 'eu já sabia, eu já sabia', mas não é isso que eu vou fazer”, afirmou.

Perondi, por sua vez, disse em vídeo que foi “surpreendido” com a notícia de que a PGR estava reavaliando a delação do grupo JBS. “A Justiça não tarda, a Justiça chega. Queira Deus que o procurador tenha serenidade, equilíbrio e revise toda a delação desse empresário bandido (Joesley) e seus comparsas. O prejuízo do Brasil na primeira denúncia é inestimável, mas agora a Justiça será feita”, disse o peemedebista.

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Os dois deputados integraram a tropa de choque que trabalhou para barrar o avanço da denúncia por corrupção passiva apresentada em junho por Janot. Marun também foi um dos mais fiéis aliados do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele votou contra o pedido de cassação do peemedebista, hoje preso em Curitiba pela Lava Jato.

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