André Dusek/Estadão
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Na CCJ, Cunha diz que processo contra ele está contaminado por má-fé e inimizades capitais

Durante discurso de 20 minutos, ele repetiu argumentos para afirmar que a condução do processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética foi injusta

Bernardo Caram e Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2016 | 11h10

BRASÍLIA - No último pronunciamento previsto para Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fazer sua defesa em análise de recurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara sobre sua possível cassação, na manhã desta quinta-feira, 14, o peemedebista falou que há má-fé no processo e citou “inimizades capitais”.Durante discurso de 20 minutos, Cunha repetiu os argumentos que vem usando para afirmar que a condução do processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética foi injusta, com erros regimentais e decisões políticas.

O parlamentar voltou a dizer que o processo contra seu nome no Conselho de Ética se baseia apenas em acusações, sem direito de defesa. Ele argumentou que se o mesmo princípio for usado para os colegas que também são alvos de investigação, todos serão cassados.

Ao pedir que os colegas façam um julgamento técnico na CCJ e deixem a avaliação política para o plenário, Cunha mandou recados para seus desafetos. “Aqueles que desejam tanto me punir pelo enfrentamento político que fizeram, aqueles que eu derrotei na eleição de presidente da Câmara, que não se conformam, mas sequer têm votos para disputar uma eleição como ontem e sequer tentam, aqueles que eu efetivamente abri o processo de impeachment e consequentemente querem uma retaliação para buscar uma cabeça para tentar desvalorizar todo o processo de impeachment, aqueles que efetivamente me enfrentaram pelas pautas que foram colocadas e que foram derrotadas, aqueles que acham que a minha retirada da vida pública é a forma de compensar o seu fracasso, esses o façam no plenário, no seu momento apropriado, mas aqui temos de prezar pela juridicidade”, disse. 

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