Na Câmara, Mantega diz que atual economia possibilita PAC

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) só vai-se viabilizar se houver estreita cooperação entre Executivo e Legislativo. Durante sua apresentação aos deputados em audiência pública no plenário da Câmara, Mantega afirmou que o PAC só é possível porque o Brasil está com fundamentos econômicos fortalecidos, como o da estabilidade monetária. O ministro destacou que a inflação abaixo do centro da meta cria um cenário favorável ao crescimento econômico. Disse que o Brasil "conseguiu reduzir sua vulnerabilidade externa ao menor nível de todos os tempos" e lembrou que as reservas internacionais brasileiras já atingiram a marca de US$ 94 bilhões. "Estamos vacinados, até certo ponto, de crises internacionais", afirmou o ministro. Mantega ressaltou que o PAC preserva a responsabilidade fiscal. Segundo ele, o governo vai perseguir a meta de 4,25% do PIB para o superávit primário, mas pode usando o PPI (Projeto Piloto de Investimento) reduzir o superávit primário para 3,75% do PIB. Mesmo nessa "pior das hipóteses", o ministro destacou que a relação dívida/PIB vai cair abaixo de 40% até 2010 e o déficit nominal vai ficar muito próximo de zero. "Vamos continuar dando prosseguimento à política de responsabilidade fiscal." "Todos os objetivos da Política Econômica (mais investimentos, juro menor, menor déficit nominal, queda na relação dívida/PIB e mais crescimento) podem ser alcançados por meio do PAC."Sem fazer um apelo contundente aos deputados para aprovar o PAC, Mantega destacou que o programa é um esforço de aumentar tanto o investimento privado como o público. Ele afirmou que o cenário interno e o externo favorecem o maior crescimento, mas é preciso trabalhar para dar mais competitividade às empresas brasileiras tanto para disputa no mercado interno como para a melhor concorrência no mercado internacional.Nesse sentido, ele afirmou que o PAC busca ampliar e baratear o crédito, desonerar sobretudo os investimentos, melhorar a oferta de infra-estrutura para reduzir o custo das empresas, aperfeiçoar os marcos regulatórios para tornar o ambiente econômico mais propício aos investimentos e também garantir a disciplina fiscal de modo que, ao longo do tempo, haja mais espaço para o setor público investir e reduzir a carga tributária.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.