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Na Câmara, Comissão de Meio Ambiente será presidida por ruralista

Ambientalistas não conseguiram assegurar presidência, que fica com Geovani Cherini, do PDT-RS

Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo

23 de fevereiro de 2011 | 19h24

BRASÍLIA - Em meio às discussões na Câmara para a aprovação de um novo Código Florestal, os ambientalistas sofreram uma derrota na distribuição do comando das comissões permanentes da Casa entre os partidos políticos. O PV não conseguiu assegurar a presidência da Comissão de Meio Ambiente, entregue pelo PDT ao deputado ruralista Geovani Cherini (PDT-RS). A escolha dos cargos segue a ordem do tamanho das bancadas partidárias e, pela regra, o PDT - com 27 deputados - chegou na frente. O bloco formado pelo PV e pelo PPS soma 24 deputados. Esse bloco comandará a Comissão de Defesa do Consumidor.

 

"Foi feito um acordo e no próximo ano a Comissão de Meio Ambiente será do Partido Verde. Será feita uma espécie de rodízio", afirmou o líder do PV, deputado Sarney Filho (MA). "Na tradição recente a comissão tem sido presidida pelo setor ruralista. Espero que seja escolhida uma pessoa que tenha relação com a questão ambiental", disse Sarney Filho, ao sair da reunião do Colégio de Líderes que definiu a escolha das comissões.

 

Nas mãos dos ruralistas, ficou também a Comissão de Agricultura. Coube ao DEM indicar o nome: o do deputado Júlio Cesar (DEM-PI). O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), entidade que acompanha os trabalhos do Congresso, inclui o nome de Cherini e de Júlio Cesar na bancada ruralista formada por 141 deputados e 18 senadores. O Diap classifica como integrante dessa bancada o parlamentar que assume sem constrangimento a defesa dos pleitos do setor, mesmo não sendo proprietário rural ou da área de agronegócios.

 

O acordo entre o bloco PV/PPS, o PDT e o PTB assegurou para o deputado Sílvio Costa (PTB-PE) a presidência da Comissão do Trabalho. O PDT assumirá o comando dessa comissão no próximo ano.

 

O PMDB escolheu presidir a Comissão de Seguridade Social, que trata dos assuntos relacionados à área de Saúde, previdência e assistência social. O partido, segunda maior bancada com 77 deputados, deixou de escolher a segunda comissão mais importante da Casa, a de Finanças e Tributação, para ficar com o comando da comissão que tratará diretamente dos assuntos do Ministério da Saúde.

 

O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), entrou em rota de colisão com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no mês passado, por conta de cargos da pasta. O ministro demitiu o secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, protegido pelo PMDB, e colocou o petista Helvécio Magalhães, provocando a ira de Henrique Eduardo Alves e uma crise com o PMDB na distribuição de cargos do governo. A comissão de Seguridade Social será presidida pelo deputado e ex-ministro da Saúde Saraiva Felipe (PMDB-MG).

 

As comissões serão instaladas na próxima semana, mas os trabalhos deverão começar apenas depois do carnaval. Alguns partidos ainda estão escolhendo os nomes para presidir as comissões. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa, será presidida pelo petista João Paulo Cunha (SP). O PT indicou também o deputado Cláudio Puty (PA) para comandar a Comissão de Finanças e Tributação e Fátima Bezerra para presidir a Comissão de Educação.

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