Na Bahia, seleção pública é cancelada por privilegiar militantes políticos

Concurso para contratação de representantes culturais dava até 10 pontos, de 60 possíveis, ao candidato que apresentasse 'atuação em sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil'

Tiago Décimo, especial para O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2012 | 16h50

SALVADOR - O superintendente de Desenvolvimento Territorial de Cultura, da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), Adalberto Santos, foi exonerado e uma seleção pública para contratação de representantes culturais foi cancelada depois de ficar constatado que candidatos pertencentes a sindicatos e partidos políticos teriam vantagem na disputa pelas vagas.

A seleção, com base em análise curricular e entrevista, dava até 10 pontos, de 60 possíveis, ao candidato que apresentasse "atuação em sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil". Seriam computados 2,5 pontos por ano nas atividades, até o máximo de 10 pontos.

Segundo o edital, publicado no dia 10, o salário previsto para a vaga é de R$ 1,98 mil, mais auxílio-alimentação. A contratação seria feita por Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) e havia nove vagas.

Responsável pela seleção, Adalberto justificou o item como "má formulação na redação" do edital e disse que a seleção buscava "ativistas culturais". A Secult informou que um novo edital será lançado, ainda sem data definida.

Tudo o que sabemos sobre:
seleçãoBACulturacancelamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.