Na Assembleia, PT mira pontos fracos de Alckmin

Chegou ao fim a trégua entre PT e PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo. Pouco mais de uma semana depois de se unirem para a eleição da Mesa Diretora da Casa - que reelegeu o tucano Barros Munhoz para a presidência e levou o petista Rui Falcão à primeira secretaria -, os dois partidos deram início à disputa pelas vagas nas comissões permanentes do Legislativo.

AE, Agência Estado

25 de março de 2011 | 10h03

O PT usa sua bancada de 24 deputados, a maior da Assembleia, como argumento para reivindicar três assentos em cada comissão. Mas o PSDB alega que os petistas têm apenas duas cadeiras garantidas. São 22 deputados tucanos no Legislativo.

Mesmo com a maior bancada, os petistas reconhecem que será praticamente impossível conquistar as presidências das principais comissões - Constituição e Justiça e Finanças - e não pretendem abrir mão de controlar as comissões de Transportes e Segurança Pública - áreas que podem causar transtornos ao governador Geraldo Alckmin.

O governo paulista enfrenta uma crise interna na segurança, fruto da briga entre os grupos políticos do secretário da pasta, Antonio Ferreira Pinto, e do secretário de Transportes, Saulo de Castro Abreu. Já na Comissão dos Transportes, o PT teria o palco ideal para suas críticas ao regime de concessão de rodovias no Estado. Na semana passada, a oposição fez uma tentativa frustrada de criação de uma CPI para investigar a cobrança de pedágios nas rodovias paulistas.

O PT também pretende manter a presidência das comissões de Saúde e Educação - as mesmas que comandou na última legislatura. No biênio 2009-2010, o partido teve de um a dois assentos em cada comissão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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