André Dusek|Estadão
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Na 2ª sessão da Comissão do impeachment, presidente do colegiado pede que se evitem manobras

Rogério Rosso disse ser necessário 'evitar ao máximo inovações, afastar qualquer procedimento sem fundamento legal que possa suscitar a suspeição, protelação ou nulidade dos trabalhos''

Daniel Carvalho, Daiene Cardoso e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2016 | 19h13

BRASÍLIA - O deputado Rogério Rosso (PSD-DF), presidente da Comissão Especial que avalia na Câmara o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, pediu que os integrantes do colegiado evitem medidas protelatórias e delegou ao relator do processo, Jovair Arantes (PTB-BO), a tarefa de decidir sobre a aceitação ou não da inclusão da delação premiada do ex-líder do governo no Senado Delcídio Amaral (sem partido-MS).

Rosso disse ser necessário "evitar ao máximo inovações, afastar qualquer procedimento sem fundamento legal que possa suscitar a suspeição, protelação ou nulidade dos trabalhos desta comissão".

"Não posso permitir que esta comissão extrapole o que é razoável. É grande a responsabilidade sobre nós. Peço que membros reflitam sobre o que tenho dito e sobre o período que estamos vivendo", afirmou Rosso.

O presidente do colegiado disse ainda que caberá a Jovair Arantes dizer se aceita ou não a inclusão de Delcídio no processo. A representação inicial considerava apenas as chamadas "pedaladas fiscais". No entanto, quando Dilma foi notificada da abertura do processo, na semana passada, a presidência da Câmara já havia incluído da delação.

O governo apresentará questões de ordem e promete ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal. 

Segunda sessão. Com presença superior ao quórum mínimo necessário, a Câmara abriu sessão plenária nesta segunda-feira fazendo com que fosse contabilizada mais uma das 10 sessões que a presidente Dilma Rousseff tem para apresentar sua defesa na Comissão Especial do impeachment da Casa.

Esta foi a segunda realizada depois de a presidente Dilma ser notificada sobre a instalação do colegiado, na última quinta-feira, 17. Com isso, faltam agora oito sessões para acabar o prazo de apresentação da defesa. Neste momento, a sessão é apenas de debates, mas há previsão de que haja votação mais tarde.

A expectativa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é de que mais duas sessões plenárias sejam realizadas ainda nesta semana: na terça-feira, 22, e quarta-feira, 23. Na quinta, 24, e sexta-feira, 25, não haverá sessões, em razão do feriado da Páscoa.

Após Dilma apresentar sua defesa, o relator do processo na Comissão Especial do impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), terá até cinco sessões para apresentar seu relatório e, depois, colocá-lo em votação. Da comissão, o parecer seguirá para o plenário da Casa.

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