Mutirão governamental combaterá violência rural no PA

Os assassinatos no campo, a proteção das pessoas ameaçadas de morte e os crimes ambientais contra a floresta amazônica terão uma dura resposta dos governos federal e do Pará, segundo ficou definido hoje durante reunião em Belém entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o governador Simão Jatene, a secretária dos Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, além da secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki.

CARLOS MENDES, Agência Estado

09 de junho de 2011 | 18h53

Para Cardozo e Jatene, o mutirão para reduzir a violência no campo só dará certo se houver um trabalho integrado entre a União, Estado e municípios onde os conflitos são mais intensos. Cardozo disse que o Ministério da Justiça, por intermédio da Força Nacional, irá deslocar delegados e agentes policiais para que sob comando da Secretaria de Segurança estadual possa agilizar os inquéritos e "produzir resultado no combate à impunidade".

Na avaliação dele, houve uma identidade de compreensão do problema entre os governos estadual e federal e nessa linha foi decidido trilhar alguns caminhos comuns. Segundo Cardozo, a postura da presidente Dilma é a de respeitar sempre a autonomia dos Estados.

A secretária dos Direitos Humanos informou que um plano de proteção para as pessoas que estão "marcadas" para morrer será realizado juntamente com a secretaria de Segurança Pública do Estado. "Até em casos mais graves, que a pessoa necessite de escolta, ela terá", disse Maria do Rosário. Hoje, no Pará, 28 pessoas de uma lista atualizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) estariam na mira de fazendeiros e madeireiros. Entre os ameaçados há sindicalistas, lideranças de assentamento e lavradores que denunciam grilagem de terras e extração ilegal de madeira.

Cerca de 100 homens da Força Nacional de Segurança, formada pelas polícias Federal e Rodoviária Federal, além das Forças Armadas, já estão atuando em Marabá e Santarém, no Pará. Os comandantes evitam fornecer detalhes aos jornalistas do trabalho que irão realizar e não divulgam os locais das operações.

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