Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Música de campanha de Aécio toca em lançamento de pré-candidatura de Marina

Quando a versão de 'Agora é Aécio' tocou, porém, a pré-candidata já havia deixado o local

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2017 | 17h12

BRASÍLIA – Após a ex-ministra Marina Silva anunciar a sua pré-candidatura à Presidência em 2018, a organização da Rede Sustentabilidade cometeu uma gafe e deixou tocar o jingle do segundo turno da campanha de 2014 de Aécio Neves. Quando a versão de “Agora é Aécio” tocou, entretanto, a pré-candidata já havia deixado o local.

Após ficar em terceiro lugar na campanha em 2014, Marina Silva decidiu apoiar o tucano no segundo turno contra a petista Dilma Rousseff, que acabou se reelegendo. Recentemente, a ex-ministra tentou minimizar sua aliança com o tucano e afirmou que apoiou a “agenda programática” dele.

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Depois de um discurso de quase uma hora, em que afirmou que o momento não é para “salvadores da pátria”, Marina justificou que concorreria, pois o “senso de responsabilidade” a convocava.

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O anúncio da pré-candidatura de Marina acontece em meio às movimentações de alguns deputados da Rede para deixar a legenda, que pode acabar perdendo metade de sua atual bancada na Câmara de quatro deputados.

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CORRIDA ELEITORAL

Na reunião chamada Elo Nacional da Rede, em Brasília, representantes do partido nos Estados entregaram a Marina os resultados das conferências estaduais que aconteceram nos últimos dois finais de semana que pediam que ela colocasse seu nome como pré-candidata da legenda. "Obviamente que não estaríamos aqui para dizer um não. O compromisso, o senso de responsabilidade, sem querer ser a dona da verdade, me convoca para este momento", disse Marina.

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Conforme mostrou o Estado, a dinâmica do evento promovido pela Rede neste sábado visou, externamente, a dar força ao anúncio da pré-candidatura ao mesmo tempo em que sinaliza internamente que Marina está fundamentada no apoio de seus correligionários. Com isso, a ex-ministra tenta dirimir a principal crítica interna da qual é alvo: a de que é centralizadora das decisões da legenda.

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A agora pré-candidata da Rede fez críticas também ao governo do presidente Michel Temer, disse que a recuperação econômica ainda é lenta e que o país precisa de outras reformas que não as que o governo está propondo. "Um governo com 3% de aprovação não tem como construir reformas importantes, até porque as reformas importantes não são essas", declarou, sem explicitar quais serão suas propostas. 

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