Raphael Campanaro/Alesp
Raphael Campanaro/Alesp

Municípios terão de melhorar índices para ter recursos estaduais, diz Marco Vinholi

Em entrevista à Rádio Eldorado, secretário de desenvolvimento regional do governo João Doria disse que a valorização dos municípios e a descentralização serão prioridades da gestão

Carolina Ercolin, Fabio Leite, Adriana Ferraz e Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2019 | 08h50

O secretário de desenvolvimento regional do governo João Doria, Marco Vinholi, afirmou na manhã desta quarta-feira, 16, que o governo paulista vai vincular o repasse de recursos à melhoria dos índices gerais dos municípios, sem dar detalhes sobre esse novo método. "A lógica serão os índices do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Vamos apresentar isso ao longo desse primeiro momento para prefeitos", disse em entrevista à Rádio Eldorado. Ele citou, como exemplo, a responsabilidade de melhorar a área de educação. 

Vinholi disse que a valorização dos municípios e a descentralização serão prioridades de sua gestão. O objetivo de sua pasta, criada neste mandato, será o de integrar e articular parcerias entre os 645 municípios e o governo estadual. "Queremos modernizar as relações, ter convênios de forma mais ágil, diminuindo o périplo de prefeitos e aumentando o montante de recursos para eles", afirmou, repetindo uma frase comum do governador João Doria. 

Vinholi afirmou que as prefeituras têm repassado demandas de diferentes setores - de investimentos em asfalto até áreas como saúde e segurança pública. 

Ele, que foi líder do PSDB na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), defendeu a modernização de seu partido, a valorização de novos quadros e o posicionamento em pautas que "ficaram para trás". "Temos hoje grandes quadros surgindo no PSDB, como João Doria, Bruno Covas (prefeito de São Paulo), Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul), deputados federais e estaduais que têm que ter seu espaço também", disse, afirmando a necessidade de respeitar nomes históricos da sigla. 

Questionado sobre se a secretaria poderia ser usada para "troca de favores" com municípios e para angariar apoio político, Vinholi negou. "É para fazer o contrário disso. Nenhum tipo de repasse terá viés partidário ou político. É evidente que é uma função política, de entender as demandas dos prefeitos, conhecer o interior paulista, mas tem que ter uma execução transparente e resolutiva dos problemas". 

Questionado sobre se João Doria seria candidato à Presidência da República, ele respondeu que "isso não está em pauta".  

Notícias relacionadas
    Tudo o que sabemos sobre:
    Marco VinholiSão Paulo [estado]

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.