Mulheres se destacam no Prêmio Jovem Cientista

As mulheres dominaram a 19ª edição do Prêmio Jovem Cientista e o 4º Prêmio Jovem Cientista do Futuro, que este ano, com o tema Água-Fonte da Vida, teve recorde de inscrições desde o seu lançamento, em 1981. Dos nove vencedores nas categorias Graduados, Estudantes e Cientistas do Futuro, sete são mulheres. Adriana Sturion Lorenzi, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, foi a vencedora na categoria Graduados. Ela conseguiu identificar espécies de cianobactérias responsáveis pela produção da microcistina, toxina que contamina águas utilizadas para abastecimento público e que podem provocar graves lesões renais. Na categoria Estudantes, o primeiro lugar ficou com a aluna do 7º período de Engenharia Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Crsithiane Assenhaimer, que desenvolveu um processo de purificação de águas contaminadas por íons sulfatos utilizando a casca de camarão descartada pela indústria pesqueira. A Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina, que concorreu com 79 trabalhos, venceu pela terceira vez na categoria Mérito Institucional, que premia a entidade ou instituição de pesquisa com o maior número de inscrições. O vencedor do Prêmio Jovem Cientista do Futuro foi o estudante Carlos Nunes Júnior, da Escola Fundação Bradesco de Paragominas, no interior do Pará. Utilizando coador de café, câmara de bicicleta, garrafa plástica e feltro, ele inventou um filtro caseiro para torneiras capaz de melhorar a qualidade da água em bairros habitados por famílias de baixa renda. A cerimônia de entrega dos dois prêmios será no dia 18 de novembro, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além dos prêmios em dinheiro e de computadores, os vencedores terão seus trabalhos publicados em livro para divulgação em centros de pesquisa, universidades e instituições públicas e privadas de todo o país. As informações são da Agência Brasil.

Agencia Estado,

07 Outubro 2003 | 15h07

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