Mulheres negras registram queixa de racismo contra hotel de Brasília

A assessora da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Magali Silva Naves, representando um grupo formado por mulheres negras, registrou hoje boletim de ocorrência de prática de racismo no hotel Nacional, em Brasília. Na noite de quarta-feira, para comemorar o encerramento de um seminário sobre igualdade racial, o grupo - em que estava também a ministra da Mulher de Angola, Virgília dos Santos - resolveu jantar no restaurante do hotel, onde o evento foi realizado. "Os constrangimentos começaram desde a entrada", afirmou a coordenadora de articulação política da organização não-governamental Fala Preta, Deise Benedita. "Eles queriam saber quem iria pagar a conta."Durante o período em que permaneceram no restaurante, disse Magali Silva Naves, as mulheres foram "vigiadas" pelos funcionários. "Garçons formavam uma verdadeira barreira humana, quando alguma de nós se levantava para se servir, com medo de que fôssemos embora sem pagar a conta", contou. "Foi uma situação horrível, ficamos todas extremamente constrangidas." Segundo Magali, o chefe dos garçons foi chamado e depois, o gerente do restaurante. Pouco depois, um representante da diretoria do hotel foi localizado. "Ele tentou colocar panos quentes, dizendo que tinha amigos e funcionários negros e que não era necessário o pagamento da conta."A reportagem entrou em contato com a diretoria do Hotel Nacional. No entanto, não obteve resposta até 19h20.

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