Mulheres devem procurar especialistas para reposição hormonal

No lugar do pânico, uma boa conversa com o ginecologista. É a recomendação dos médicos brasileiros para mulheres que fazem reposição hormonal e estão inseguras com as últimas pesquisas dos Estados Unidos sobre a terapia. Um novo estudo, divulgado terça-feira, associa o uso de estrógeno (sem estar combinado com a progesterona) a maior risco de câncer de ovário.A pesquisa, realizada por equipe do Instituto Nacional de Câncer (INC) dos EUA, não discrimina o tipo de estrógeno utilizado, nem a dose ou o esquema de uso (se contínuo ou com pausas). "É geral demais para provocar pânico", avalia José Antônio Marques, diretor do Hospital Pérola Byington. "Esse estudo deve levar a outros estudos, mais detalhados."O ginecologista José Mendes Aldrighi, pesquisador do Instituto do Coração (Incor) e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, explica que o novo estudo não aponta relação de causa e efeito entre estrógeno e câncer de ovário, mas uma possibilidade de que o hormônio seja mais um fator de risco para o desenvolvimento da doença. "Mesmo assim, os médicos devem considerar a nova informação no acompanhamento de pacientes que usem só estrógeno na reposição."Como outros tipos de câncer, o de ovário também é determinado por mais de um fator de risco - entre eles, idade avançada, casos da doença na família e ausência de filhos. "Reposição hormonal tem de ser prescrita de forma individualizada e quando for necessária", diz Mauro Abi Haidar, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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