Mulheres de PMs se ferem em piquete no PR

Duas mulheres de policiais militares ficaram machucadas, no início da tarde, após um princípio de confronto em frente ao 12º Batalhão da Polícia Militar, no Bairro Santa Quitéria. Até o fim da tarde, Romildes de Souza ainda continuava no Hospital Militar, onde iria passar por exames. As mulheres tinham programado para a meia-noite uma reunião em que decidiriam os próximos passos do movimento, principalmente o fechamento de batalhões por todo o Estado. Algumas mulheres tinham ido pela manhã ao 12º BPM, segundo elas, para protestar contra a prisão de quatro policiais, que teria sido efetivada ontem. Elas alegam que eles estão sendo punidos por terem participado do movimento grevista de maio. Apesar de dizerem que não tinham intenção de impedir a entrada e saída de policiais, chegaram a fazer uma barricada com pedras e tijolos, em uma das entradas. Elas afirmam que, por volta de meio-dia, o major Esaú Borges de Sampaio, comandante do batalhão, agarrou Izabel Neves e Vânia Zanella pelos braços e derrubou-as no chão, dando ordem para que algumas motos deixassem rapidamente o local. Mais à frente, Romildes também teria sido agredida e, nervosa, acabou desmaiando. Izabel bateu a cabeça, foi atendida no Hospital do Trabalhador e já liberada. Romildes recebeu calmantes no Hospital Militar. Os médicos esperavam passar o efeito do medicamento para realizar exames. O tenente-coronel Neuri Pires de Oliveira, chefe da Comunicação Social da PM, disse que não houve confronto, mas um bate-boca entre as manifestantes e policiais que iriam sair para o serviço. Segundo ele, seis motos estavam deixando o batalhão, quando Izabel Neves teria tentado correr para impedir a saída. Um capitão teria se colocado em frente a ela, provocando uma queda. De acordo com Oliveira, o major Sampaio acompanhou "de longe" o que estava acontecendo.

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