Mulheres de PMs são retiradas de quartel

Policiais militares da Tropa de Choque, de batalhões e alunos da escola da Polícia Militar retiraram, por volta das 19 horas, as 70 mulheres de policiais que bloqueavam a entrada do quartel-general, em Curitiba. Os policiais cercaram todas as ruas próximas ao quartel e avançaram, alguns com armas em punho, para a Rua Getúlio Vargas, onde elas acamparam, empurrando todos os que estavam à frente. Não há informação sobre feridos. O governo paranaense informa que houve prisões. Algumas mulheres foram derrubadas, outras desmaiaram e algumas deitaram-se no asfalto para impedir o avanço, mas os policiais colocaram os escudos à frente e continuaram a andar. Ninguém conseguiu entrar nas ruas próximas ao quartel. Nem mesmo o deputado federal Florisvaldo Fier (PT-PR), que pretendia ver a situação das mulheres que tinham ficado no cerco. "É uma vergonha para o governo do Paraná e uma vergonha para os paranaenses", afirmou. Até os policiais militares que estavam encapuzados para defender suas mulheres foram confrontados pelos companheiros. "Nós estamos lutando por vocês", gritavam os encapuzados. "Vocês ainda vão nos agradecer." Os policiais que fizeram a desocupação retiraram os crachás que os identificavam.O governo do Paraná emitiu nota informando que a desocupação ocorreu em razão de o juiz Orestes Dilay, da 1ª Vara da Fazenda Pública, ter revigorado ordem judicial de 18 de maio. A nota também informa que foram realizadas prisões. A assessoria de imprensa não soube dizer quantas pessoas foram detidas. O governo informa, em sua nota, que foram utilizados 300 policiais na operação. O número contrasta com cálculos de policiais encapuzados que estavam no local para ajudar as mulheres. Para eles, havia pelo menos 600 homens na ação. A operação foi comandada pelo comandante do policiamento da capital, coronel Aramis Serpa.

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