Mulheres de PMs cancelam protesto no PR

Mulheres de policiais militares do Paraná fizeram algumas manifestações em Curitiba, mas a adesão foi pequena, levando-as a cancelar uma caminhada ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual. As mulheres estão há dez dias acampadas em frente ao quartel-general da PM, pedindo melhoria salarial e o fim de punições aos maridos. Elas temem que a tropa de choque seja chamada para retirá-las de frente do quartel, o que pode gerar confronto, pois à tarde cerca de 70 policiais, a maioria encapuzados, garantia a segurança delas. "Se insistirem em continuar praticando ações reprováveis, não tenha dúvida que a Polícia Militar vai agir, no estrito cumprimento da lei e manutenção da ordem pública", disse o secretário de Segurança Pública, José Tavares. Pela manhã, havia muita tensão entre as cerca de 70 mulheres que estavam acampadas. Ontem, o governador Jaime Lerner (PFL) pediu aos comandantes que tomassem providências para que os quartéis voltassem à normalidade. Além disso, por volta de uma hora da madrugada, uma bomba de efeito moral explodiu próximo ao local onde as mulheres estavam dormindo. Segundo Vera Lúcia Rubbo, a bomba foi atirada de um Gol branco. "A gente não vai sair daqui, só se for na bala", disse Sirléia Batista, mostrando pedaços da bomba. Por volta das 10 horas, cerca de 30 policiais, com capuzes, engrossaram a manifestação das mulheres. "Estamos desde o começo e vamos até o final", afirmou um deles. A intenção das mulheres era dar um "abraço" no quartel, que ocupa toda uma quadra. Em razão do número de pessoas, optaram por dar as mãos e caminhar em torno do prédio, gritando palavras de ordem e com apitos nas bocas. As sirenes de algumas viaturas que estão com os pneus murchos foram ligadas. No final, em meio a choro de várias mulheres, todos cantaram o Hino Nacional e rezaram.

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