Mulheres da Via Campesina bloqueiam fazenda da Aracruz no RS

Movimento tem objetivo de denunciar o plantio de florestas de eucalipto no Estado e a 'violência da polícia'

Sandra Hahn, da Agência Estado,

06 de março de 2008 | 12h11

Mulheres ligadas à Via Campesina realizam três marchas simultâneas nesta quinta-feira, 6, no Rio Grande do Sul. Em Encruzilhada do Sul, a 176 quilômetros da capital, cerca de 300 manifestantes caminharam em direção à Fazenda Bota, da Aracruz, onde chegaram nesta quinta, informou Mari Costa, uma das integrantes da marcha. O grupo vai ficar posicionado em frente ao portão de entrada, interrompendo a passagem, disse ela.   Segundo Costa, a ação do movimento tem o objetivo de denunciar o "deserto verde" em formação no Estado, numa referência aos projetos de plantio de florestas de eucalipto e a "violência da polícia" na ação de desocupação da Fazenda Tarumã, na terça-feira. A propriedade foi invadida por mulheres da Via Campesina na madrugada de terça e houve conflito com a Brigada Militar na operação de retirada das manifestantes. A BM usou balas de borracha e bombas de feito moral na operação, que causou ferimentos a cerca de 50 mulheres, segundo a Via Campesina. A BM admite apenas um ferido do lado da corporação.   Em Porto Alegre, uma marcha foi feita em direção à sede da Polícia Federal, onde o grupo cobra uma investigação sobre a compra de terra pela sueco-finlandesa Stora Enso na faixa de fronteira, área em que as empresas estrangeiras precisam de autorização do Conselho de Defesa Nacional para adquirir propriedades.   Em Santana do Livramento, cerca de 900 mulheres, segundo cálculo do movimento, deixaram o ginásio municipal em que estavam instaladas desde terça-feira e seguiram em caminhada rumo à Praça Binacional, na fronteira com Rivera (Uruguai), para um ato público. Os protestos desta quinta ocorrem um dia depois de bloqueios a oito trechos de estradas no Estado, que fazem parte de jornada para marcar o Dia Internacional da Mulher.

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