Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Mulher que defende Dilma é chamada de 'prostituta' no Rio

Manifestação contra presidente reuniu, segundo a Polícia Militar, aproximadamente 10 mil pessoas na orla da praia de Copacabana

Fabio Grellet , O Estado de S. Paulo

12 Abril 2015 | 15h28

Rio - Os protestos realizados no Rio contra o governo da presidente Dilma Rousseff reuniram 10 mil pessoas, na avaliação da Polícia Militar. Os organizadores, contudo, estimam um número ao redor dos 25 mil manifestantes.

Moradora de um apartamento de cobertura na avenida Atlântica, em Copacabana (zona sul do Rio), a corretora de imóveis Denise Almeida, de 55 anos, petista e defensora da gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), passou pelos manifestantes anti-Dilma concentrados na mesma avenida, por volta das 14h30 deste domingo, 12, e perguntou a um deles se sabia quem assumiria a presidência da República se Dilma for impedida. Foi o suficiente para que dezenas de ativistas exaltados a cercassem, xingando e empurrando a mulher, que estava de bicicleta. 

 

"Vagabunda","prostituta" e "vai pra Cuba" foram as palavras mais repetidas. "Esse pessoal não tem educação nem para dar aos filhos, e ainda quer cuidar do Brasil. O que eu disse a eles é que precisam eleger bons deputados, governadores, prefeitos. A Dilma não é responsável sozinha por todos os problemas do Brasil. Pelo contrário, foi no governo dela que o porteiro do meu prédio comprou o primeiro carro", afirmou Denise.

Enquanto isso, um ativista dizia para ela "respeitar o protesto alheio" e outro dizia "comunista tem que andar de bicicleta mesmo".

Depois de ser perseguida por cerca de 150 metros, a mulher conseguiu se desvencilhar dos ativistas e seguiu para sua casa. "Isso é o carnaval da minoria, de quem perdeu a eleição e não aceita. Eles não sabem nem quem assumiria a presidência se a Dilma sair", afirmou Denise.

Mais conteúdo sobre:
protestosDilma Rousseff

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.