Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Mulher e fotógrafo do 'Estado' são feridos em manifestação no Rio

Policiais e manifestantes entram em confronto em ruas da cidade; desfile do 7 de setembro continua

Marcelo Gomes e Antonio Pita - Rio de Janeiro,

07 de setembro de 2013 | 10h18

(Atualizada às 10h35) RIO - O fotógrafo do Estado Marcos de Paula, que acompanha o protesto no centro do Rio de Janeiro na manhã deste sábado, 7, foi ferido por uma bomba jogada pela Polícia Militar contra os manifestantes que estavam na frente do Batalhão da PM na Praça Tiradentes. Eles jogaram um artefato explosivo no quartel e a reação veio em seguida com a bomba, que bateu no chão, ricocheteou e feriu o antebraço do fotógrafo.

Marcos de Paula pediu para entrar no batalhão e lavar o braço. Já do lado de fora, médicos voluntários fizeram um curativo.

Na Avenida Presidente Vargas, a polícia jogou bombas na direção dos Black Blocs que estavam na pista lateral, separados do desfile por um canteiro. Famílias que estavam nas arquibancadas deixaram o local e foram para casa, assustadas. Enquanto isso, o desfile continua normalmente.

O grupo conseguiu furar o bloqueio da PM e está bem próximos dos desfilantes. Na altura do palco das autoridades, manifestantes conseguiram furar outra barreira e começaram a gritar ofensas contra o governador Sérgio Cabral. A Tropa de Choque da PM os dispersou e houve confronto na rua lateral, com lançamento de mais bombas. Um novo cordão de isolamento foi montado. Não estão confirmados os nomes das autoridades presentes.

Mais cedo, por volta de 9h10, uma confusão na manifestação deixou uma mulher ferida na Avenida Passos. Manifestantes disseram que um mascarado tirou a máscara e mostrou sua identidade aos policiais, mas, ainda assim, foi detido. Os ativistas tentaram evitar que ele fosse levado à delegacia e, para dispersar o tumulto, os policiais usaram gás de pimenta e pistolas de eletrochoque. A situação foi rapidamente contornada, mas o clima continuou tenso.

Há poucas pessoas mascaradas no protesto. Elas estão sendo revistadas pelos policiais militares. Alguns manifestantes pintaram o rosto com tinta e outros usam narizes de palhaço, com toucas na cabeça.

Cerca de 300 manifestantes foram da esquina das avenidas Passos e Presidente Vargas até a Praça Tiradentes por conta da forte presença policial impedindo a passagem para a Presidente Vargas, onde ocorre o desfile de 7 de setembro. Os manifestantes são acompanhados a distância por PMs em motos.

Fantasiado de Batman, o protético Eron Moraes de Melo criticou a decisão judicial que obriga os mascarados a se identificar. "Sempre fui fã do Homem Morcego e essa máscara é um símbolo de luta contra a corrupção e a injustiça. Não é pelo anonimato. Nem todo mascarado é vândalo", disse Melo, que foi a primeira pessoa abordada pela polícia na última terça-feira, quando passou a vigorar a proibição do uso de máscaras.

Tensão. Na Praça Tiradentes, o clima foi de tensão. Policiais militares lançaram bombas de gás lacrimogêneo em manifestantes que teriam jogado um artefato explosivo dentro do batalhão da PM que fica no local. Houve um princípio de tumulto, com correria.

Os manifestantes seguiram em frente pela Rua Visconde do Rio Branco. Cerca de 200 metros à frente do batalhão, um agência do banco Itaú, na esquina com a rua Gomes Freire, teve uma vidraça estilhaçada.

Além dos policiais chamados alfanuméricos, PMs do Batalhão de Choque também acompanham a manifestação a distância. O grupo segue em direção à Presidente Vargas.

 
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