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Mulher e filha de Cunha entram com habeas corpus para suspender investigação

Advogados de Cláudia Cruz e Danielle Dytz argumentaram que apurações devem ser paralisadas na primeira instância, enquanto o STF não julgar recurso da defesa; presidente da Câmara teria medo de juiz Sérgio Moro decretar eventual prisão preventiva para as duas

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2016 | 12h43

BRASÍLIA - Os advogados da mulher e da filha do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entraram com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para suspender as investigações contra elas que estão nas mãos do juiz Sérgio Moro, em Curitiba.

Eles alegam que as apurações que envolvem Cláudia Cruz e Danielle Dytz devem ser paralisadas na primeira instância enquanto o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, não julgar o recurso impetrado pela defesa para reverter essa decisão.

A medida ficou sob a relatoria do ministro Celso de Mello.

Na terça-feira da semana passada, 15, Teori decidiu enviar os processos das duas para a primeira instância. A determinação atendeu a uma manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sob a justificativa de que elas não têm foro privilegiado para serem investigadas pelo Supremo.

O desmembramento é referente à investigação de supostas contas ilegais mantidas pela família de Cunha na Suíça, e que seriam abastecidas com propina desviada de contratos com da Petrobrás.

Os advogados de Cláudia e Danielle, porém, sustentam que “não há nada nos autos a indicar term as pacientes praticado crime em desfavor da mencionada empresa estatal”.

Ter a mulher e a filha sob a jurisdição de Moro é um dos grandes medos de Cunha. Nos bastidores, o parlamentar afirma temer que o juiz decrete uma eventual prisão preventiva das duas para pressioná-lo.

Cunha se tornou réu em outro procedimento que tramita no Supremo sobre ao recebimento de vantagens ilícitas em contratos de navios-sonda para a Petrobrás. Há também uma terceira investigação contra o peemedebista que apura a suspeita do pagamento de propina em obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

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