Mulher defende Dilma em protesto no RJ e é chamada de prostituta

Moradora de um apartamento de cobertura na avenida Atlântica, em Copacabana (zona sul do Rio), a corretora de imóveis Denise Almeida, de 55 anos, petista e defensora da gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), passou pelos manifestantes anti-Dilma concentrados na mesma avenida, por volta das 14h30 deste domingo, 12, e perguntou a um deles se sabia quem assumiria a presidência da República se Dilma for impedida. Foi o suficiente para que dezenas de ativistas exaltados a cercassem, xingando e empurrando a mulher, que estava de bicicleta.

FABIO GRELLET, Estadão Conteúdo

12 Abril 2015 | 16h37

"Vagabunda","prostituta" e "vai pra Cuba" foram as palavras mais repetidas. "Esse pessoal não tem educação nem para dar aos filhos, e ainda quer cuidar do Brasil. O que eu disse a eles é que precisam eleger bons deputados, governadores, prefeitos. A Dilma não é responsável sozinha por todos os problemas do Brasil. Pelo contrário, foi no governo dela que o porteiro do meu prédio comprou o primeiro carro", afirmou Denise.

Enquanto isso, um ativista dizia para ela "respeitar o protesto alheio" e outro dizia "comunista tem que andar de bicicleta mesmo".

Depois de ser perseguida por cerca de 150 metros, a mulher conseguiu se desvencilhar dos ativistas e seguiu para sua casa. "Isso é o carnaval da minoria, de quem perdeu a eleição e não aceita. Eles não sabem nem quem assumiria a presidência se a Dilma sair", afirmou Denise.

Os protestos realizados no Rio contra o governo da presidente Dilma Rousseff reuniram 10 mil pessoas, na avaliação da Polícia Militar. Os organizadores, contudo, estimam um número ao redor dos 25 mil manifestantes.

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