Mulher de Agaciel desiste de ir para gabinete de senador tucano

Sânzia Maia ligou para Papaléo Paes (PSDB-AP) e pediu desculpas por 'constrangimento político'

Carol Pires, AE

03 de setembro de 2009 | 15h13

Sânzia Maia, mulher do ex-diretor Agaciel Maia, não será mais transferida para o gabinete do senador Papaléo Paes (PSDB-AP), segundo o próprio senador informou à Agência Estado. Papaléo disse que Sânzia lhe telefonou pedindo desculpas pelo "constrangimento político" e disse que não poderia mais trabalhar no gabinete como havia combinado. A requisição ainda não tinha sido publicada do Boletim Administrativo de Pessoal.

 

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A notícia da contratação de Sânzia Maia por Papaléo Paes causou constrangimento dentro do PSDB. O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), presidente do partido, chegou a ligar para o senador, pedindo que repensasse a atitude. "O Sérgio Guerra não me pediu para reverter a situação, só perguntou se eu havia analisado isto pelo lado político. Ele é muito educado, comedido, e não me pediria isso, mas depois a própria Sânzia me telefonou, agradeceu e pediu desculpas. Ela não vai mais para o gabinete", contou Papaléo Paes. "Se não tivesse este constrangimento político, pediria para ela ficar. Mas Deus coloca as coisas em seu lugar. É uma pena", continuou.

 

Papaléo convidou Sânzia para trabalhar com ele porque, segundo o senador, um servidor do Senado lhe contou que ela temia ser constrangida pelos colegas por ser esposa de Agaciel Maia. O ex-diretor foi exonerado do cargo de diretor sob denúncia de que teria ocultado da Justiça uma casa avaliada em R$ 4 milhões. Ele também responde a processo administrativo pela acusação de ter mantido em sigilo atos administrativos que foram editados para, entre outras coisas, contratar parentes de senadores.

 

Papaléo Paes é aliado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e foi o único parlamentar tucano a não defender a saída do peemedebista do cargo. O senador garante, porém, que Sarney e Agaciel não foram consultados antes de ele convidar Sânzia para a vaga. Segundo Papaléo, o convite teve caráter "humanitário".

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