Mudanças na reforma não prejudicam Estados, diz Rigotto

O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), disse hoje, ao chegar ao Palácio do Planalto para se encontrar com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que as mudanças na proposta de reforma previdenciária original do governo negociadas nos últimos dias a princípio não terão impacto negativo nas contas dos Estados. "A informação que recebi ontem é que a proposta não mexe na questão fundamental da reforma, que é o enfrentamento do déficit crescente da seguridade pública da União e dos Estados", afirmou. Segundo Rigotto, até o início da noite de hoje, os governadores deverão dizer se aceitam ou não as mudanças no texto original da reforma, conforme foi combinado ontem, em reunião de cinco governadores - um por região geográfica - com Dirceu e o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini. O governador gaúcho disse que, no caso de seu Estado, não haveria impacto, a curto prazo, nas contas previdenciárias. "Nos primeiros 15 anos, não teríamos grande diferença em relação ao que teríamos com a aprovação da proposta original", afirmou. "As diferenças são muito pequenas, quase inexistentes". Ele ponderou, no entanto, que esta é uma análise preliminar, pois ainda estão sendo feitos cálculos que só deverão estar concluídos à tarde. Rigotto negou que os governadores estejam negociando compensações entre uma e outra reformas (previdenciária e tributária). "A reforma previdenciária não tem nada a ver com a tributária", disse. Ele disse que os governadores já apresentaram à União suas propostas de alteração no texto da reforma tributária e que não estão misturando as duas reformas. A assessoria de José Dirceu informou que o ministro somente poderá encontrar-se ao meio-dia com o governador do Rio Grande do Sul, pois tem um encontro marcado para às 11h na Câmara com a bancada do PT e com o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, para debater a reforma da Previdência.

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