Mudanças em ministérios serão feitas a médio prazo

Fazenda, Casa Civil, Comunicações e Minas e Energia são pastas com prováveis substituições, além do BNDES

Renara Veríssimo, Adriana Fernandes, João Vilaverde, Anne Warth e Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2014 | 03h00

Agora reeleita, a presidente Dilma Rousseff terá que se debruçar na montagem de seu novo ministério, mas interlocutores do governo dizem que ela ainda deve demorar um pouco para anunciar o seu novo time.

Especulações em torno dos nomes do ministro licenciado da Casa Civil, Aloizio Mercadante; do presidente do BNDES, Luciano Coutinho; do empresário Josué Gomes da Silva (Coteminas), e do economista Nelson Barbosa para substituir o ministro da Fazenda, Guido Mantega, circulam em Brasília.

A escolha de um ministro-empresário, porém, como Josué, é vista como uma aposta arriscada, já que à frente do Ministério da Fazenda ele teria acesso a informações privilegiadas de empresas concorrentes, além de ter sob sua responsabilidade medidas que poderiam beneficiar o seu ramo de negócios. O convite para Josué é mais provável para o Desenvolvimento.

Mercadante não está fora do jogo para assumir o ministério da Fazenda, mas também pode preferir permanecer na Casa Civil, mais próximo da presidente e com domínio sobre toda a Esplanada dos Ministérios.

Luciano Coutinho, embora também cotado para a Fazenda, tem chance de continuar no BNDES, mas com mudanças na diretoria para o segundo mandato. Paulo Rogério Caffarelli, secretário executivo do Ministério da Fazenda, é um dos mais cotados a ocupar a presidência do Banco do Brasil (BB) ou a do BNDES. Ele é o principal interlocutor com os bancos públicos e privados para os projetos de concessão de infraestrutura.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, tem chances de ficar no cargo com a reeleição de Dilma, pelo menos nos primeiros meses de 2015, fazendo a transição da gestão da política fiscal. Depois, ele deve continuar no governo em outra função, mesmo sendo uma das autoridades mais criticadas pelo mercado.

Já o ministério de Minas e Energia deve ser alvo de grande disputa. Citado pelo ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa como membro do esquema de desvio de recursos da Petrobrás, o atual ministro, Edison Lobão, não deve permanecer no cargo. Ganhou força o grupo do PMDB de Alagoas, liderado pelo senador Renan Calheiros. No Ministério das Comunicações, a percepção é de que o tempo de Paulo Bernardo na pasta está chegando mesmo ao seu fim. O ministério pode deixar de figurar como um posto estratégico do PT e voltar ao balcão de negociação com a base aliada.

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