Mudança na meta de superávit é confissão da irresponsabilidade de Dilma, diz Aloysio

Líder do PSDB no Senado atacou proposta da presidente encaminhada ao Legislativo e disse que a oposição não vai apoiar a iniciativa

Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2014 | 16h57

Brasília - O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), afirmou nesta terça-feira, 11, que a alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, flexibilizando a meta de superávit primário, é a "confissão" de que a presidente Dilma Rousseff foi "irresponsável na gestão das finanças do Estado". O tucano disse que a atuação do governo na política fiscal aumentou o "buraco" nas contas públicas.

Candidato derrotado a vice-presidente na chapa de Aécio Neves (MG), Aloysio Nunes afirmou nesta terça-feira novamente que os oposicionistas não vão apoiar a alteração proposta pelo Poder Executivo no final de 2014. "A oposição não vai colocar a impressão digital nessa anistia que a presidente nos pede para perdoar essa irresponsabilidade", destacou.

O tucano disse que, se o governo não poupa e gasta mais do que arrecada, é preciso ir ao mercado financeiro para captar recursos. Isso acaba, segundo ele, por elevar a taxa de juros para o cidadão e compromete a vida das famílias com o aumento dos preços, por tabela.

Aloysio Nunes disse que, em vez de cumprir a meta de superávit primário de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), que seria de R$ 116 bilhões, o governo teve um déficit primário do setor público da ordem de R$ 15 bilhões entre os meses de janeiro e setembro deste ano. "Essa é a triste realidade, a herança maldita que a candidata Dilma Rousseff lega à presidente reeleita Dilma Rousseff", criticou.

O líder do PSDB citou como fatores para essas dificuldades nas contas públicas, segundo ele, o "baixíssimo" crescimento da atividade econômica do País este ano, que vai ficar abaixo de 1%, e a política de desoneração fiscal "indiscriminada".

"Agora, não há dúvida de que a campanha eleitoral, da maneira como foi conduzida, contribuiu para esse resultado", afirmou o tucano, ao justificar a afirmação com o fato de que a presidente ficou 31 dias sem despachar no Palácio do Planalto.

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