Alex Silva/AE
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Mudança de ministro 'é natural', diz Gilberto Carvalho

Segundo ele, Dilma tem feito questão de manter essa questão da mudança ministerial aos cuidados dela

Rafael Moraes Moura, de O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2012 | 09h37

Um dos interlocutores mais próximos da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta quinta-feira, 2, que é "natural" que haja mudanças na equipe do governo. Carvalho participa do programa "Bom Dia, Ministro", produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Nesta quinta o ministro das Cidades, Mário Negromonte, deve formalizar a sua saída do governo, conforme antecipou ao seu partido, o PP. O nome mais cotado para substituí-lo é do líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB).

"Nós entendemos que é natural que haja mudanças no ministério, já começou a mudança com a saída do ministro Fernando Haddad (da Educação), com a nomeação do Aloizio Mercadante e a do novo ministro da Ciência e Tecnologia. E agora é provável que se realizem algumas mudanças no ministério, dentro de um padrão normal em que ela (a presidente Dilma Rousseff) procura sempre buscar o melhor em cada uma das áreas do governo", disse Carvalho, ao ser questionado sobre mudanças de ministro.

"Ela (Dilma) não adiantou sinceramente para nenhum de nós qual a sua intenção de outras eventuais mudanças. Ela tem feito muita questão de manter essa questão da mudança ministerial aos cuidados dela própria, portanto não nos é cabido fazer novas especulações sobre o que vem pela frente, salvo essa questão já pública do ministro Mário Negromonte", afirmou.

De acordo com Carvalho, Dilma tem primado por "um rigor muito grande na escolha de seus auxiliares". O ministro, no entanto, defendeu escolhas políticas na definição de nomes. "É evidente que o critério técnico é uma questão fundamental e necessária, o que não significa que o critério técnico exclua o critério político. Os partidos são legítimos, não podemos aceitar essa pecha que ser político é um defeito, é na verdade consagrar a sua vida ao seu País e ao seu povo, não se pode querer que o governo seja montado deixando a participação legítima dos partidos, que formam a base do governo", disse Carvalho.

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