Múcio minimiza dificuldades para aprovar nova CPMF na Câmara

Manobra regimental da oposição adiou para semana que vem a votação; governo tem maioria na Casa

Vera Rosa, de O Estado de S. Paulo,

05 de junho de 2008 | 15h46

Articulador político do Palácio do Planalto, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, minimizou nesta quinta-feira, 5, as dificuldades enfrentadas pelo governo para aprovar a proposta que cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS), com alíquota de 0,10% sobre as movimentações financeiras. Uma manobra regimental da oposição adiou a votação na Câmara para a próxima terça-feira. "Faltou harmonia, mas soube que os líderes (governistas) estão empenhados em que essas questões sejam resolvidas", disse o ministro.    Veja Também:Oposição diz que saúde perderá recursos com a nova CPMF 'Congresso tem ritmo próprio', diz Bernardo sobre CSS FÓRUM: Dê sua opinião sobre a CSS  Mesmo com maioria, base vê placar apertado para nova CPMF Entenda o que é a CSSEntenda a Emenda 29  Entenda a cobrança da CPMF     Se a CSS - que substitui a extinta CPMF - não for aprovada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetará a regulamentação da Emenda 29, que aumenta as despesas do governo na área de Saúde. "Não tenha dúvida disso. A Lei de Responsabilidade Fiscal diz que não se pode criar despesas sem definir a fonte de receitas", advertiu Múcio.     Eleições municipais Múcio informou ainda que a reunião ministerial da próxima segunda-feira tratará das eleições municipais de outubro, como antecipou o jornal O Estado de S.Paulo. "O presidente Lula quer combinar com os ministros a forma de atuar nas eleições, já que a base aliada tem 14 partidos", disse Múcio. Lula já avisou que não subirá ao palanque de candidatos, no primeiro turno das eleições, em cidades nas quais a base aliada estiver dividida. Com a popularidade em alta, no entanto, o presidente tem recebido insistentes pedidos para rever sua posição. Questionado se o Planalto está preocupado em evitar rachas na base, Múcio disse que é preciso ter cautela "para não atrapalhar parceiros" que ajudam a governar o País. Ao ser lembrado de que este é o primeiro teste para a sucessão presidencial de 2010, o ministro desconversou: "O problema não está em 2010. O problema está em outubro de 2008."

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