Múcio: líderes irão rediscutir estratégia para votar CPMF

O líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), estuda o que poderá fazer para assegurar a votação da proposta que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) na terça-feira da semana que vem e cumprir o calendário governista. Hoje, a tentativa de realizar sessão no plenário da Casa, necessária para contar prazo entre os dois turnos de votação, fracassou por falta de quórum. "Vamos trabalhar com essa realidade nova de não ter tido quórum hoje. Não se cumpriu o sistema de quotas, essa é a realidade", afirmou. José Múcio foi o único dos líderes aliados presente na Câmara no horário limite para a abertura da sessão. Nesse horário, 31 deputados haviam entrado na Casa, 20 a menos do que o mínimo necessário para a sessão. Para não ter atrasos na votação da CPMF, a liderança do governo estabeleceu, em acordo com os líderes aliados, um número mínimo de deputados que cada partido deve manter em Brasília para a realização de sessões nas segundas e nas sextas-feiras, quando tradicionalmente os deputados ainda estão em seus Estados. Entre o primeiro e o segundo turnos de votação da CPMF é preciso cumprir o prazo de cinco sessões ordinárias do plenário. Hoje foi a segunda sessão consecutiva que o governo não conseguiu quórum, desde que os deputados concluíram a votação em primeiro turno da proposta da CPMF na semana passada. Ou seja, até agora não iniciou a contagem das cinco sessões.PartidosO PP e o PR, partidos ainda insatisfeitos com a falta de nomeação de seus indicados para cargos no Executivo, tinham que manter hoje pelo menos dez deputados cada um, mas apenas dois de cada sigla apareceram. O PDT, partido do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, não tinha nenhum deputado na Câmara no horário da sessão. Devia colaborar com pelo menos seis. O PCdoB deveria cumprir uma quota de três presenças, o PSC devia manter três deputados e o PMN, dois. Nenhum desses aliados teve um deputado sequer para ajudar a abrir a sessão.O PMDB devia manter 25 deputados hoje em Brasília de acordo com a divisão entre os aliados, mas apenas seis estavam presentes. A quota do PT era de 20 presenças, mas apenas sete petistas estavam na Casa. Já o PTB de José Múcio tinha três deputados, quando pelo combinado deveria estar com pelo menos cinco parlamentares. O PV, com a quota mínima de três, tinha um único deputado, Fábio Ramalho (MG). O PSB foi o que mais colaborou com o governo, mas não o suficiente. Seis deputados estavam na Câmara, um a menos que a quota devida ao partido. OposiçãoA oposição, que quer acabar com a CPMF, até colaborou. Três deputados do DEM e um do PSDB estavam na Casa no horário da sessão que não chegou a ser aberta. Para votar a CPMF na terça-feira da próxima semana, os governistas terão de garantir o quórum em todas as sessões até o dia 9 de outubro, incluindo a sexta-feira e a próxima segunda-feira.

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