Múcio e Jucá traçam estratégia para ampliar base aliada

Ministro e líder do governo no Senado se reúnem na próxima segunda para discutir plano para o Congresso

Cida Fontes, da Agência Estado,

02 Janeiro 2008 | 16h50

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio, se reunirá na próxima segunda-feira, 7, com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para traçar a estratégia a ser adotada este ano no Congresso, em especial no Senado. O objetivo é ampliar a base aliada para respaldar as ações políticas do governo na Casa sem repetir o fracasso que resultou na extinção da CPMF em dezembro.  Por isso, segundo estrategistas do Planalto, o governo vai anunciar as nomeações para o setor energético que estão pendentes antes do término do recesso parlamentar para que o ano legislativo já comece com a casa arrumada. O nome do senador Edison Lobão (PMDB-MA), continua sendo o principal candidato ao posto de ministro de Minas e Energia, mas outros partidos aliados poderão ser beneficiados com outras indicações para empresas ligadas ao setor. Mesmo depois de o governo amargar a derrota com o fim da CPMF, os governistas avaliam que a situação melhorou durante a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que foi aprovada. No entanto, essa votação só foi possível diante do compromisso do governo com a oposição de que não haveria pacotes com aumento de carga tributária. Com a ajuda da oposição, o governo prorrogou a DRU e conseguiu também recuperar os votos de aliados que ajudaram o PSDB e o DEM a rejeitarem a CPMF. "Já estamos trabalhando para ampliar a nossa base", afirmou nesta quarta-feira, 2, Romero Jucá. Ele pretende retomar as atividades do Congresso em fevereiro com uma base mais consolidada. A idéia do líder do governo é convocar uma reunião de líderes para discutir a agenda, já que o ano legislativo será atropelado pelas eleições municipais em outubro.  Um dos temas em debate é o destino do projeto de lei complementar, já aprovado na Câmara, que regulamenta a emenda constitucional número 29 obrigando a União a gastar 10% da receita líquida na saúde. A Câmara aprovou recursos extras para o setor, sendo que uma das fontes era a CPMF. Com a derrubada do tributo, os senadores terão agora de buscar outras receitas. "Vamos ter de discutir a emenda 29 dentro do ajuste tributário", disse Jucá, ressaltando que o Ministério da Saúde já estaria preparando estudos sobre o destino do projeto em tramitação no Senado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.