Múcio diz que governo não entrará no debate sobre nova CPMF

Ministro afirma que aprovação do imposto depende de mobilização de 'prefeitos, governadores e da sociedade'

Leonencio Nossa e Tânia Monteiro, AE

03 de setembro de 2009 | 13h49

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse nesta quinta-feira, 3, que o governo não irá entrar no debate sobre a criação do novo imposto para a saúde e avalia que só uma mobilização de prefeitos e governadores vai garantir a aprovação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), uma espécie de nova CPMF. "É preciso que haja uma mobilização de prefeitos, de governadores e de toda a sociedade para aprovar a CSS", afirmou o ministro.

 

José Múcio observou que o governo se empenhou para votar a prorrogação da CPMF, mas não teve sucesso. "O Brasil inteiro sabe que a saúde precisa de mais recursos. Mas é uma decisão do Senado e da Câmara", afirmou.

José Múcio disse que na reunião desta quinta-feira, 3, de líderes dos partidos aliados com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente José Alencar chegou a fazer uma defesa da CSS. "Se for o caso eu vou à Fiesp defender a CSS", teria dito Alencar na reunião.

Embora tenha dito que ficará fora desse debate, o governo já tem um discurso para defender mais recursos para o setor: a gripe A H1N1 (gripe suína). O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante, disse em entrevista que embora não deva ocorrer falta de vacina, os próximos meses serão críticos, nos postos e hospitais. "O presidente está preocupado com o quadro da saúde. Há estimativa de um aumento de mortes nos Estados Unidos e na Europa, no inverno. E por isso é preciso também que aqui haja uma grande mobilização para prevenir o Brasil da gripe", afirmou o senador.

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