Múcio começa a discutir cargos para atender base aliada

Nomeação de cargos do segundo escalão, nos Estados, foi discutida nesta terça com alguns ministros

Leonêncio Nossa, de O Estado de S. Paulo,

08 Janeiro 2008 | 12h28

O ministro das Relações Institucionais, José Múcio, disse que começará a discutir nesta terça-feira, 8, com outros colegas de governo, a nomeação de "algumas dezenas de cargos" do segundo escalão, nos Estados, para atender demandas da base aliada. "São demandas reprimidas há dez meses, por questões burocráticas, ou desentendimentos nos ministérios", afirmou o ministro em entrevista no Palácio do Planalto. Veja também:Planalto apressa partilha de cargos para impedir derrubada de pacote Múcio se reuniu nesta manhã com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Secretaria Geral, Luiz Dulci, para discutir a questão das nomeações. "Hoje retomamos um trabalho que estava parado há 40 dias. Foi minha primeira reunião com o Dulci e o Paulo Bernardo para retomarmos a questão dos cargos regionais nos estados", afirmou. "Vimos as demandas e vamos tratar delas a partir de hoje", acrescentou o ministro, que negou que o interesse do governo em retomar as nomeações seja para ver aprovados projetos de seu interesse no Congresso Nacional. Segundo ele, o objetivo é manter as relações cordiais na base do governo. Minas e Energia Múcio sinalizou que a pasta de Minas e Energia deverá mesmo ser entregue ao grupo do senador José Sarney (PMDB-AP), que indicou o também senador Edson Lobão para o cargo de ministro. Ele afirmou que o ministério depende do presidente, mas que "as informações são essas que vocês (imprensa) estão dando".  "Acho que essa questão está próxima de ser resolvida", disse o ministro. Ao ser lembrado que a imprensa estava dando como certa a indicação de Edson Lobão para o Ministério, Múcio recuou: "não, não, ainda não está definido. O presidente é que vai definir essa questão", ressaltou.  José Múcio disse também que o governo ainda não detalhou quais as áreas que vão sofrer cortes de despesas para compensar a perda de receita com o fim da CPMF. Ele disse que essa questão está sendo estudada, incluindo possíveis cortes nas emendas parlamentares.

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