Múcio articula nova proposta de reforma política

Governo vai usar sua influência para aprovar, mas decidiu não mandar um texto fechado para Congresso

AE, Agencia Estado

01 de agosto de 2008 | 08h35

Com cuidado para não provocar uma reação negativa no Congresso, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, está articulando o envio ao Legislativo de uma nova proposta de reforma política, na segunda semana de agosto. O governo vai usar sua influência para tentar aprovar a reforma, mas decidiu não mandar um texto fechado para ser analisado pelos parlamentares. Será um "conjunto de providências", como a proposta tem sido chamada pelos negociadores políticos.A princípio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relutou em bancar as mudanças na legislação eleitoral e partidária. Foi convencido, no entanto, de que é preciso tentar reorganizar o sistema partidário.Para não repetir a experiência passada, que resultou no fracasso do projeto de reforma política, a estratégia é reduzir o alcance das mudanças, restringindo os temas. Ficará de fora, por exemplo, o polêmico financiamento público de campanha, que vem sempre acompanhado da chamada lista fechada de candidatos.A lista, que divide as bancadas de oposição e do governo, é característica de vários sistemas parlamentaristas. Cada partido apresenta ao eleitorado uma relação hierárquica de candidatos. Quem recebe o voto não é o candidato, mas o partido, e o número de vagas conquistadas pela legenda é preenchido de acordo com a lista, de cima para baixo. O financiamento público de campanhas é o uso de recursos do governo para bancar os gastos dos partidos, com o alegado objetivo de evitar a influência do poder econômico nas eleições. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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